sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Índia

Podia estar aqui dias e dias a contar todas as aventuras que aconteceram naquele país.
Prefiro agradecer, porque se há coisa que esta viagem me fez, foi mudar.
Por isso agradeço a oportunidade de ir, a oportunidade de conhecer gente maravilhosa, a oportunidade de comer na rua, e coisas jamais pensadas.
Naquele país andei descalça, passei frio, tomei banho de púcaro, comi comida picante, andei perto de ratos, passei por um morto, andei perto de macacos, elefantes, camelos, vacas, porcos, gatos e cães.
Entrei na Índia como uma verdadeira desconhecida e saí como amiga de todos. O carinho, o sorriso, a tolerância, a atenção foi sempre presente nesta viagem.
Naquele país ri, e ri muito!
Descobri que a Índia é uma mistura entre um mundo moderno com o tradicional, onde a religião está muito presente. Aprendi a olhar de frente para as pessoas, e o melhor, foi conhecer-me.
Naquele país entrei no mundo encantado de principes, e marajás, andei em vilas como uma princesa e sonhei entre as vilas Azuis e cor-de-rosa, tendo sempre presente o amor que representa o Taj Mahal.
Aprendi tanto em 10 dias, que nem sei como começar todo este texto.
Podia estar aqui a contar tudo, mas perdia toda a magia com que vivi naquele sítio, por isso só digo uma coisa, vão e entrem em contacto com toda a cultura.
Esta viagem, não foi só uma visita a outro país, foi o concretizar de um sonho, um sonho muito antigo de visitar o Taj Mahal. Por tudo o que ele representa, por tudo o que acredito. Consegui faze-lo, e só tenho uma única palavra, Obrigada.










Não consigo expressar a minha gratidão, para com todos, o grupo todo, à sua maneira ajudou para que fosse uma viagem perfeita, para que todos se sentissem bem, mesmo com muito cansaço. A todos o meu muito obrigado por toda esta experiencia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

As renas também usam boxers- o Resultado

foi entregue no dia 04-12-2016 e no dia 11-12-2016 os seguintes artigos novos


- 390 cuecas (tamanhos dos 4 aos 16 anos)
- 7 calçoes (tamanho M)
- 31 t-shirts (várias t-shirts)


Foi também angariado comida
- 25 kg Azzoz
- 20 kg Acucar
- 5 lts de oleo
- 2 cx de bolachas
- 6 caixas de 26 saquetas de chá
- 1 caixa de esparguete
-300 sumos tropika 200ml (oferecido pela Clover) - entregue em Novembro por questões de conservação



Material oferecido
- Brinquedos - doados em Novembro
- Roupa de adulto - parte doado em Novembro e Dezembro
- Roupa de criança - ainda por doar, porque não tinhamos transporte
- Livros infantis - oferecidos em Novembro
- Algum material escolar - ainda por doar


Da nossa parte, e da casa do Gaiato, queremos agradecer toda a ajuda esperando sempre poder contar com todos para que tudo melhore na vida dos nossos gaiatos.

Ao Bernardo Simões e amigos, Pedro Castaño, Pedro Pinheiro, Familia Pinho. Familia Pinto, Familia Catela, António Carmo e pessoal da Promovalor, Artur, Marta Alves, Rui Cruz (que fez transferencia de Portugal), Sr João Luis, entre outros o meu/nosso muito obrigada.


PS- Em Janeiro Iniciamos a campanha da escola!!! Preparem esses emails!!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A falta de profssionalismo que reina por estes lados

Este ano, decidi fazer cabazes para vender na minha empresa.
Há uma semana encomendei a 2 artesãos, cestos de verga. A um encomendei 10 e a outro 25.
Fui ter com pessoas que acho que de facto este aumento de trabalho poderia fazer uma diferença no fim do mes, e smepre a pensar que iriam honrar os pedidos.
Ontem, chego ao artesão dos 10 cestos e aparece-me com 8. Depois fui para um mercado bem longe, buscar os outros. Depois de muito procurar, lá encontro o senhor, que entretanto tinha desligado o telefone e por isso estava incontactavel, e aparece-me com 8 cestos. Juro que na altura apeteceu-me saltar para o pescoço do senhor e esganá-lo. Com a idade, e o tempo que já aqui estou, aprendi a acalmar-me e a questionar o senhor. E a resposta foi "não consegui fazer mais".... até aqui eu até respeito, mas se via que não conseguia, então ele não poderia ligar e  informar que iria faltar ao que se comprometeu? Não, não o fez, e eu fiquei a arder com os cestos.

Ao falar isto com os meus colegas moçambicanos, nem um ficou surpreso, nada. Quando falei que não há profissionalismo e que se fosse eu a ter esta oportunidade, nem iria dormir, nem que fosse para dar uma prenda aos meus filhos. A resposta foi "não pensamos assim", e é, de facto eles não pensam no futuro como nós. Dificilmente se encontra alguém com ambição na carreira, seja um senhor de cestos, ou um canalizador, ou uma secretária. Não se tem brio, e sem brio, dificilmente arranjamos alguem com profissionalismo.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Para mais tarde recordar

Sr Gus, já dá ar da sua graça em conversa, mas continua muito trafulha



- Mãe toporro, toporro!!! (mãe socorro- quando tinha um pé preso)
- mama (cama)
- chauro (dinossauro)
- mãe oia uma pinxesa
- popula (procura)
-mumo (sumo)
- maoto (maroto)
- nã qué óó
- qui tash a fajer?


Pérolas - para que não vos falte nada


Cá está o que se pode chamar, homem dos 7 oficios.

Podem pedir tudo, desde a cura de doenças, encontrar amor, venda de carros, até ajuda nos espiritos maus.... se não encontrarem aqui a ajuda que precisam, então amigos, desisto.


(foto by IP)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Querido Pai Natal

Todos os anos te escrevo, Este ano, para te facilitar a tua dificil tarefa de me escolher prendas, segue aqui a lista.

 Tanto que o meu lombinho precisa desta pequena maravilha para estar na praia!!! Tanto!!!

O meu pulso, necessita de um relégio fofo destes.

 Esta querida mochila, que pode ser em azul, seria muito útil na India.

 Está em exibicão em Joburg, até fevereiro. E eu seria feliz em irmos ver.

Ora cá está algo que entra no nosso imaginário. Junho de 2017, em Joburg, e sim, os bilhetes têm de ser comprados agora.

Estes fofos seriam muito felizes nos meus pés.

Estes também seriam felizes a fazerem companhia aos outros

Esta malinha fofa, seria muito feliz nas minhas viagens!!! (samsonite, minnie)



Querido Pai Natal, pensa com carinho nestas prendas. Portei-me bem o ano todo, arrumei a casa, alimentei uma criança, não fiz birras, e até ajudei os meus amigos. Pode ser, Pai Natal, sim?!?!


:)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

As renas levam boxers aos Gaiatos


O Natal está ai, minha gente! Vamos lá aderir à nossa campanha, oferecer boxers aos nossos Gaiatos.
Vejam aqui tudo bem explicadinho, e entrem em contacto connosco.

Pedimos que difundam ao máximo esta iniciativa para que possa ser um sucesso.




Para mais informações:
Vanessa Sousa 848899173
Inês Pires  - 845555799

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Caju, volta para casa

O cão Caju desapareceu ontem à noite.
O Cajú tem 3 donos pequenos, que vão ficar tristes ao descobrir que ele não volta para casa.
Ele mora pela zona da Escola Portuguesa, mas já pode andar por todo o lado.
É muito meigo, e brincalhão.
.
A nossa familia agradece!!!




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A minha primária e os trabalhos de casa

Com este tema tão presente, dei por mim a recordar-me da minha primária.

Andei na Escola n6 de Corroios, com  Prof Maria de Fátima.
A prof Maria de Fátima era idosa, tinha olhos azuis, era madeirense, e usava um fio com um olho também azul. Lembro-me que ela bebia em média 3 garrafas de água por dia, e que adorava matemática, e que nos obrigavaa escrever o ano sempre em numeração romana.
A minha professora era do tipo de professora que separava os alunos preferidos dos não preferidos. Eu era do lado dos não preferidos, e como tal tinha direito a réguadas e "canadas"(um cana partida nas pontas para doer mais) diariamente. Quando digo, que era todos os dias, não é exagero, eu, o Ricardo Calçada, uma Raquel, o joão Carlos, entre outros éramos as vitimas dela. 
Se me perguntarem, o porquê de nunca contar aos meus pais, tenho ainda muito presente o que ela fez  a um dos alunos em que fez queixas à mãe, e no qual foi chama-la a atenção.
A humilhação, o medo, o panico de quando ela me chamava era constante, e ainda hoje falo com rancor pela sua maldade. A profesora Maria de Fátima era adepta do bater, e do humilhar, de nos chamar nomes, de nos deixar indefesos, e ai de nós que chorassemos, isso seria ainda pior para nós.

Esta professora era apologista de muitos trabalhos de casa, lembro-me pelo menos destes, todos os dias, cópia, palavras dificeis, palavras de dicionário, composição, tabuada, contas, um desenho. Quando algum dos trabalhos ficava para trás, ela chamava-nos e batia, assim, sem questionar, sem nada. Lembro-me de quando chegava o meu caderno, para ela corrigir, muitas vezes tentava ir aoWC para me escapar de umas réguadas, ela, esperta, passava o caderno e esperava que eu voltasse para mais um castigo.
Tenho outra memória, na minha primeira semana de aulas, ao picotar uma ovelha em papel de lustro amarelo, cortei mal as patas do bicho, e ao contar o que fiz, levei umas réguadas de madeira.
Nunca fui das favoritas dela, talvez porque a minha mãe nunca fosse à escola a não ser nas reuniões, ou porque a minha mãe não tinha um cargo importante. Também fui das alunas que nunca deu uma prenda à professora, nem no natal, nem no fim de ano.

Quando se fala em trabalhos de casa, recordo-me da minha primária. E as recordações que tenho, são as piores da minha vida. A primária, para mim, ficou marcada pela violencia, e nunca, mas nunca pelos trabalhos de casa em excesso.

Lembro-me do meu último dia de aulas na primária, tudo a chorar, e eu a sair aos saltos, e a pensar, finalmente sai disto. Demorei muitos anos, penso que só venci o medo de um professor na Universidade, quando me fizeram falar disto. Outra grande recordação que tenho, é que nenhum dos meus colegas, nunca falava disto, nunca. Assim que chegava o recreio, eu era um deles, eu e os que tinhamos sofrido todos os abusos dela. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

As renas também usam boxers (movimento vamos lá entra em acção)

Boa tarde a todos,


com o Natal à porta, decidimos desta vez atacar com uma peça que raramente é oferecida à Casa do Gaiato, boxers.
Cada Boxer está em média 200mts a unidade (possibilidade de conseguirmos mais barato com a quantidade que conseguirmos). 

Pedimos mais uma vez que se juntem à causa.


A Casa do Gaiato tem aproximadamente 150 crianças, de todas as idades, pelo que precisamos de todos os tamanhos.
Voltamos a relembrar que todas as doações terão no fim um relatório com as quantidades angariadas.


Se quiserem oferecer comida, ou valor (que depois será transformado em cabaz), também é possivel, e no fim da campanha será tambem informado a quantidade que angariámos.


Pedimos a todos que espalhem o e-mail, para termos o máximo de ajudas.


Para mais informações:
Vanessa Sousa 848899173
Inês Pires  - 845555799

Quando se está longe

Quando me mudei para Moçambique, sabia o custo que isso iria ter a nível da minha vida familiar.
Sabia que seria difícil perder os aniversários, o crescimento, as piadas dos mais novos, as festas dos amigos, os jantares e convivios com a familia, etc.
Mudei-me com a noção que iria perder muito, mas que era necessário para eu poder dar uma volta à minha carreira e à minha vida financeira.

Passados quase 5 anos, o que todos vêem são as viagens, a melhoria de vida, a possibilidade de conhecer mais países, e normalmente o poder de compra. Todos analisam isso, mesmo os mais próximos. Nunca ouço uma palavra a perguntar como fazemos com as saudades, como fazemos com as datas de celebração, nada. Todos acham que como ganhamos (supostamente) mais, que temos uma vida maravilhosa e que passamos os dias na praia.

Passados 5 anos, eu vejo isto. Neste momento, o meu pai está internado, para ser operado e eu estou aqui, a 10 mil km de distância. Com o telefone colado a mim, à espera de noticias, e de umas SMS da Nana. Este é o custo que eu pago por estar tão longe. Ontem adormeci com medo de o perder, de não ter tempo de lhe dizer adeus, de lhe dar um último abraço e fiquei com o coração pequeno. Tão pequeno, que adormeci a chorar, a soluçar. Este é o preço bem alto por ter tomado esta decisão de sair do meu país para ter melhores condições de vida. Este é o preço de sentir que abandonei tudo para estar aqui. É este o preço.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

As colagens

A escola do Gus, apesar de ter uma parte da educação que eu quero para ele, tem ainda lacunas quanto ao ensino. No entanto, por vezes surpreendem-me com estas maravilhas...





Segundo a legenda "Gugu a fazer a sua cidade...."

Uma boa surpresa


Estava eu, no meio dos meus relatórios...

chega a Claudia e diz "veja lá se gosta..."

"Ricoffy bem batido com muito açucar!"

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Veio um tufão e ninguém foi avisado...

Parece mentira, mas foi o que aconteceu. Um tufãozinho, que destruiu metade da cidade, e ninguém foi avisado.

Eu tinha acabado de sair do estritório quando, começa a chover, em segundos começa os ventos, e logo a seguir deixei de ver o caminho. Cairam 2 árvores ao meu lado, e 1 à minha frente. Chovia pedra, tudo abanava, os paineis de publicidade voavam, chapas de zinco idem, e as ásvores eram arrancadas pela raiz.
Eu fui a conduzir bem devagar, a 10 à hora, a sair da estrada várias vezes, e com uma visibilidade de um palmo. Cheguei a casa, com água até aos tornozelos...
Infelizmente houve muitos prejuizos, e pior que isso, houve mortes.

Um dia que tão cedo não irei esquecer.

 Isto foi o fenómeno que aconteceu... (aviso recebido após tudo ter acontecido)

 Esta pedra a cair no carro, era assustadora.

 Um dos muitos acidentes, na marginal
 Frente ao meu escritório, Av Tomás Nduda

 Av Julius Nyerere


 A marginal, a zona mais afectada


segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A primeira aula de natação do Gus...e correu tão mal

(para dizer a verdade, a priimeira aula sozinho, numa escola nova, com professores novos, porque ele anda na piscina desde os 3 meses)

O Gus, que sempre andou na piscina e já sabia fazer algumas coisas, este ano regrediu. Eu, que não achei piada, decidi po-lo na "melhor escola de natação da cidade". 
Cheguei, e segue o que aconteceu

Chegámos e visto o gus!!! O instrutor pôs o chouriço à volta do gus e atira-o lá para dentro!!! Assim! Quando vejo o gus aos gritos a chamar por mim, chamo o professor e ouço um " a mãe vai lá para o fundo porque está a interromper" .... calei e até achei por momentos que eles estavam a fazer o trabalho deles!
Até que tive uma um sentimento estranho e pensei, atiraram o meu filho para uma piscina enorme sozinho e ele deve estar em pânico por estar ali! Dei 2 gritos e tiraram o gus, entregaram-mo e foram embora! Quando comecei a desatinar, aparece um senhor, o treinador da competição (penso)! Expliquei educadamente, mas nervosa e a chorar de raiva, que ele não tinha nada a ver, e que o que fizeram ao meu filho era desumano, e que vendiam a escola como sendo a melhor e que não passava que uma cambada de adeptos! O senhor foi de facto muito educado, aliás, foi ele que conseguiu resolver a situação toda.
Eu, nervosa, dizia que aquilo não se fazia a ninguém, e que é uma criança que nem 3 anos tem...
Ele obrigou o treinador a vir pedir desculpa,e eu disse " em que parte é que me escapou de perceber que o meu filho que nem 3 anos tem, é atirado para a piscina sozinho???" Resposta " nós somos obrigados, mas está frio!" Passei-me, e continuei a barafustar!!! Já estariam uns 3 monitores, e eu a explicar que saber nadar, não é o mesmo que saber ensinar a nadar...
 Com calma aparece uma professora e  pede para ser ela a por o gus na água, deixei, porque estava com medo que ele ficasse com medo!!! Correu bem!!! 

Depois disto disse mais umas boas verdades à direcção, professores e afins.... 
É assim aqui o maravilhoso ensino, atiram as crianças para dentro de água e olha....safa-te, isto na melhor escola da cidade de natação

O meu grande dilema agora é tentar arranjar uma escola onde de facto ensinem a nadar, e onde vão para dentro de água com as crianças.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Um Fim de semana, não programado

Quem me conhece, sabe que sou um pouco controladora. Uma pessoa de rotinas e que tudo tem de ser planeado. Não gosto de programas à útima da hora, não gosto de coisas em cima do joelho.

Quando neste último Fim de Semana, numa sexta as 19h, o Ar diz "amanhã vamos para o Bilene", estranhamente eu gostei da ideia e logo organizei as coisas mentalmente.

Ficámos num lodge bem simples, sossegado e onde ainda pudemos jogar à bola.




Mãe, mãe olha uns "pixis"

Decidimos comprar um aquário lá para casa.
Andamos agora a ensinar o que se pode e não se pode fazer.
Ontem lá apanhámos o Gus a dar umas boas trolitadas no aquário e a dizer "xai daqui pixi"...

A coisa positiva desta compra, é que quando passamos o aquário para azul significa que é hora de ir dormir e a criança vai enganada e sem o tipico, não quero dormir!!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

As Comadres

Ontem, para grande surpresa, subimos ao estatuto de Comadres na academia do Bacalhau

Depois desta subida de estatuto, ninguém nos pára. O céu é o limite mas, por agora ficamos contentes por autotitularmo-nos como "as mais engraçadas da academia", um elogio que merecemos!!! 

Daqui do alto over and out!!! :)



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Quando as leis não têm lógica

Há uns dias foi regulamentado isto....

É mesmo, passámos a ter uma lei em que, quem for apanhado a dar dinheiro e até comida em via pública pode apanhar uma multa, uma multa que pode até aproximadamente 60€.
Se de facto, tenho visto muito mais gente a pedir, e  se de facto vejo que há muita gente a sustentar-se por este meio, e que os torna viciados deste dinheiro fácil, sei também as dificuldades em que muitas familias vivem. 
Nos últimos 6 meses houve uma subida de preços para o dobro, para todos os alimentos. Isto é insustentável.

Pessoalmente, não dou a muita gente na rua, tenho uns que já os conheço e que me acompanham desde que cheguei. Mas admito que já comprei comida e já dei a muitos. Aliás, é raro sair de um restaurante com as sobras e não ter alguem a pedir para dar a minha comida.
A minha revolta, não é com a tentativa de controlo da medicidade, mas sim o modo como querem fazer. Porque não dão oportunidades às pessoas? Porque não ensinam uma profissão? Porque não ajudam as familias com os deficientes?

Tenho também que ver mais à frente. Conheço plataformas, organizações que estão a alimentar estas centenas de pessoas diáriamente com sopa, pão e refeições quentes. E como ficam agora?! Deixam de o fazer, e a fome passa a andar na rua? Como se faz? Viramos a cara de deixamos as pessoas morrerem? É assim que pretendem terminar com a pobreza extrema?

Esta lei para além de não ter lógica, é uma lei desumana. É uma lei que foi feita, não para ajudar, mas sim para que a humilhação humana aumente. Não sou a favor, e da minha parte, irei continuar a dar sempre que possa.