quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Como dizer isto...

Detesto tudo  o que seja do dia das bruxas, ou o halloween como gostam de chamar.
Não gosto e pronto. Detesto as abóboras, detesto os miúdos mascarados, detesto tudo. E só tenho vontade de pregar um valente susto, para aprenderem o que é uma verdadeira bruxa.
Na zona onde morava ainda tive uns miúdos que bateram à porta para eu dar doces, era só que mais faltava, contribuir para a gordura infantil e dentes podres, que peçam aos paizinhos, afinal foram eles que alinharam nesta palhaçada!

Sem contar que é uma tradição importada, e que não tem qualquer lógica para nós. 

E pronto, expressei o meu descontentamento.

Mudanças?

Noto que temos muitos sapatos quando a fazer uma pequena alteração no quarto, faço este monte....




E assumo que havia do outro lado mais uma quantos, e dentro dum cesto estão os chinelos.

(e pronto, próxima compra, uma sapateira.)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Ajuda que todos precisam

Aqui, como devem imaginar temos muita gente a pedir. Não sou pessoa para dar dinheiro nos semáforos. Prefiro ajudar de outras formas como dar roupa, ajudar em escolas, e melhorar algumas condições às pessoas.
Se é suficiente? Claro que não. O país vive numa pobreza extrema, que não é o meu gesto que vai fazer a diferença. Ajudo, porque fui ensinada assim. Não é caridade (de modo negativo), é sim olhar para as pessoas e pensar o que se pode fazer por aquela família que poderá ajudar.

No entanto, há duas pessoas que dou dinheiro diariamente (quando os vejo). Um rapaz sem duas pernas e sem um braço, que costuma estar numa cadeira de rodas na baixa da cidade. Este Rapaz tem um astral tão positivo. Sorri, fala, e é uma pessoa feliz. Não é um coitado. Até a maneira como conduz a cadeira de rodas tem animo.
O outro, um rapaz com paralisia, ou algo assim, tem o corpo todo preso e a cara deformada. E está sempre com um outro rapaz a empurrar a cadeira. Todos os dias o vejo e todos os dias o cumprimento, até hoje nunca tinha tido resposta. Nas últimas semanas o rapaz que empurra já sorri para mim e da-me os bons dias....mas hoje, hoje aconteceu a coisa mais bonita dos últimos dias.
Dei a moeda e disse o meu "até amanhã, adeus", e ouço um "obrigado senhora, até amanhã". Como não vi a boca do rapaz a mexer, fiquei em choque e olhei para o rapaz que está na cadeira. Assim que olhei para ele, ele estava a sorrir, estava mesmo. E eu acenei-lhe com um sorriso enorme àquele miúdo. Não sei ao certo o que ele tem, sempre pensei que nem falasse, tem o corpo inchado de não fazer qualquer uso dos músculos e tem a cara deformada. No fundo, fiquei tão contente por ele falar, por ele saber o que se passa à volta, que agora só penso que tenho de fazer algo a este miúdo. (sem invadir o seu espaço).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sou uma fada do lar


Bolo de ananás.

 Não ficou perfeito, e ficou demasiado claro. Com calma, ficarei perfeita em bolos.

Nessa, 10% Moçambicana

E chegou o meu segundo Dire.
Continuo se ser precária, mas 10% já cá cantam...faltam 9 anos, para ser permanente.


Uma tentativa de mudar de vida que se tornou um pesadelo

Há uns meses a M. (não irei colocar o seu nome), entrou em contacto comigo para lhe contar a minha aventura para Moçambique.
Sabia que ela iria tentar a mudança de vida, mas infelizmente ontem soube que não correu como se espera.

Segue o testemunho dela, para que todos possam abrir os olhos.

"É verdade, acabou por correr tudo mal mas início as coisas até correram bem, dentro das limitações que é Moçambique! 
 
Como tinha aí uma conhecida que já está aí há 3 anos e tem uma loja de roupa, foi a primeira a "dar-me a mão". Deste modo, iríamos entrar numa espécie de parceria com uma loja de calçado e outros.
O meu irmão trabalhava num banco e largou o emprego pra abraçar este projecto comigo, deste modo ele foi uma semana mais cedo pra Moçambique mais a minha mãe, onde ficaram instalados na casa dessa tal pessoa "amiga" até conseguirem alugar uma casa. Como já tínhamos feito algum trabalho de pesquisa nesse campo através da internet, não demoraram muito pra conseguirem uma. Já tínhamos planeado que eu iria uma semana depois já pra casa que tínhamos alugado. A casa ficava muito próxima ao Polana shopping.
Eu cheguei no dia 1 de agosto, quinta-feira, na sexta fizemos então a mudança pra casa nova.
Como é óbvio e como precisávamos de dinheiro pra nos movimentarmos nos primeiros tempos, pedimos a um senhor que conhecemos que está cá para nos trocar euros por medicais uma quantia ainda avulta de dinheiro. Como ainda não tínhamos o Dire não pudemos abrir conta nos banco e ficamos com esse valor em mãos.
No primeiro dia que estamos na casa nova isto um sábado, tivemos de ir ao shoprite de manha fazer algumas compras e a tarde iríamos comprar uma tv visto que a casa não tinha, então essa nossa amiga emprestou nos o carro pra irmos ao Game comprar a tv... Quando estávamos no Game ligou nos o senhorio a dizer que um vizinho lhe tinha ligado a avisar que a porta de casa estava arrombada... 
Conclusão fomos assaltados, levaram nos desde portáteis máquinas fotográficas e a maior parte se não praticamente todo dinheiro que tínhamos... 
Foi um choque, pois tínhamos tudo bem escondido e só essa nossa tal amiga é que sabia.
 Depois disto, e tendo em conta que já tínhamos agendado tirar as fotografias para os Dires ainda ficamos mais uma semana pra deixarmos tudo tratado e voltamos para Portugal. 
 
Neste momento, relativamente a Moçambique não sabemos mesmo o que fazer uma vez que a parceria que iria fazer com essa tal pessoa ficou sem efeito pois desconfio seriamente dessa pessoa por vários motivos...

Realmente foi uma desilusão pelo que aconteceu, pelo o que realmente as pessoas são e pelo dinheiro que aí investi e que me roubaram sem ter qualquer retorno do mesmo.
 Antes de ir para Moçambique o tal senhor nosso amigo que nos trocou o dinheiro disse me uma coisa que me ficou na cabeça: os nossos amigos de cá (Portugal) não são os nossos amigos lá( Moçambique)... Agora percebo!!
 Como tive aí muito pouco tempo não conheci muitos portugueses, mas dos poucos que conheci chocou me imenso uma vez que aí o que se dá com uma mão, querem a dobrar com a outra.

 Foi assim a minha primeira tentativa falhada de Moçambique! 
Beijinho "

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

As árvores de cá



Aquelas coisas bem lá ao fundo são mangas. Estão carregadas pela cidade.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

dos anúncios de cá

Adoro este. É impossível não rir


Gestos tão simples que nos fazem sorrir

Ao chegar ao hotel vi isto



"Dear miss Sousa
Never give up, never give up
Wiston Churchill"

Achei tão bonito o cartão estar personalizado. Para mim, e com uma mensagem que tem tudo a ver comigo.

As leituras

Li-o em 2 dias.


Quando a minha mãe falou no livro comentei que já conhecia as histórias. Já sabia do que se falava, e que não deveria acrescentar nada ao meu conhecimento.
Como estava enganada. Neste livro, não se fala de Salazar, não se fala de 25 de Abril, fala-se dos presos. Das torturas, do que sofreram, como conseguiram sobreviver, e como vivem ainda hoje em pesadelos e em pânico com sons tão simples como um bebé chorar, ou uma moeda a bater numa mesa. Neste livro os presos passam a ter nome, e é aí que tudo muda. Sabermos os nomes dos presos e as suas torturas, conhecer os nomes dos agentes que os torturavam.

Raramente há testemunhos dos nossos presos políticos. Não houve qualquer apoio, e muitos nunca chegaram a falar sobre o que passaram.
Li-o em 2 dias, com um texto simples, baseado em entrevistas feitas em 2012, escrito por uma jornalista que como eu, apesar de não ter vivido nesse tempo, tenta saber um pouco mais para nunca esquecermos o nosso passado.

A potencial guerra civil Moçambicana

Os acontecimentos foram bastante longe de Maputo. E todas as informações são contraditórias. Há imagens que não são actuais, por isso a falta de informação reina por estes lados.
Em Portugal há um clima de pânico, por terem visto a "Guerra", mas calma. Por enquanto tudo se mantém tranquilo. E penso (na minha modesta opinião) que o povo não quer esta guerra, e que não serão mais que ameaças. Assim o espero.
Por agora o que se sabe é que o acordo de paz foi quebrado. Mas ainda vai haver conversações, diálogos e espero que daí saia um acordo em que a tranquilidade seja restabelecida. 


Da África do Sul

Estive lá dois dias.

E o que vi?
- um país limpo
- estradas impecáveis
- muita gente a pedir
- pessoas descalças na recepção e restaurante do hotel
-e muito, muito transito

E da comida, muito pão, muito queijo, muito tomate.


domingo, 20 de outubro de 2013

Óh pra mim a fazer um bolo


Bolo de iogurte

Ficou pequeno e com demasiado açúcar, mas temos evolução, fazer um bolo é deveras uma grande transformação em mim.

Maputo começa a mudar


As flores já apareceram.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pérolas

Há o rei dos frangos, o rei da ganga, o rei do leitão e há o rei das viúvas....



E para melhorar posso dizer que o dono deste carro tem um pólo a dizer "O próprio reia das viúvas..."

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As ruas de maputo

Aqui, como já disse, tudo se vende na rua. Adoro passar e ver as montras de sapatos.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vamos lá ajudar este cão....

URGENTE cadelinha meiga, porte pequeno (6 quilos), com cerca de 11 meses trancada em varanda há 5 dias. Os donos passam a semana fora e deixam a pobre trancada na varanda sem água e sem comida, ao frio e atolada em fezes. Isto repete-se todas as semanas. Tememos que os donos se livrem dela em breve. Precisa de ser resgatada, precisamos de adotante urgentemente, não temos onde a colocar. Zona de Sesimbra. airna_casp@hotmail.com Não colocamos foto por motivos de segurança. As autoridades foram contactadas por diversas vezes e nada fizeram.


Vamos lá ajudar....esta cadela está há quase a ser alimentada pelo vizinhos e nenhuma autoridade faz nada. Precisamos de alguém que possa cuidar dela.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um filme que comove a todos que têm filhos e que estão longe.




Com muito orgulho digo que já fiz esta surpresa aos meus pais. E foi igualmente emotivo.

(pena estar em espanhol)

Maezix, esta é para ti

Manga rosa.....vou ali atacar já uma

Sobre o Diamantino...

Não vou comentar.
O homem deveria ter desabafado em casa e não em Público.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Conversa dos is

Na semana passada fui comer um gelado com o meu amigo Gui (6 anos)...

No caminho pergunto: Então Gui, o que fizeste na escola?
Ele (meio aborrecido com a conversa): Hoje só fiz is. Foi is o dia todo.
Eu meia atrapalhada a pensar que raio eram is, se seria uma nova técnica de recorte, de colagem, de leitura...digo : de is???? o que é isso?

Ele (assim para o chocado, pára e olha para mim): Is, de Iguana.

Eu, ahhhhh a letra I. de igreja.
Ele, rapidamente para acabar com a conversa: sim, de imagem, ilha, impala....

Gui-  1   Nessa -0

Cheguei a casa, e vi lá o irmão Gustavo. Chamou-me e mostrou-me a sua mochila dos angry birds.
E eu toda entusiasmada digo: ah, este é o mais simples.
Ele (meio nervoso) e diz: Já te ensinei que este não era esse. este é o que põe ovos, entendes? (tentar ler à sopinha de massa)
Eu: desculpa, já sabes que me troco toda....

(e ele a olhar para mim como se não percebesse a dificuldade daquilo)

Gui- 1  Gustavo -1 Nessa- 0

Marcha da CGTP

Sou a favor.
Aprovo muito mais esta marcha na ponte, do que as múltiplas maratonas que se fazem por ai.

À polícia e ao governo só digo isto....pensem que é para a saúde das pessoas. E assim já não há medo das marchas dos sindicatos.

As surpresas desta vida

Começo a perceber que fico conhecida pelo meu amor aos m&m....quando recebo os responsáveis de marcas e todos vão trazendo um pacotinho...


(Obrigada Mj, este vai ser comido com muito carinho!)

A altura mais gira de visitar Maputo

Gosto tanto desta altura.
Ainda não apareceram as flores, para porem as ruas de vermelho. Mas já vemos muitas árvores com papaia, mangas e abacates.

Mas o que eu gosto mais, são estas sombras feitas pelas árvores. E nesta altura os ramos estão cheios, e fazem desenhos lindos.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um verdadeiro estudo para saber a grande diferença entre americanos e o resto do mundo....

Fiz este estudo. E tenho a certeza que está certo.

Qual a grande diferença entre os americanos????
A educação.
E onde é que me baseio este estudo? Fácil. No Masterchef USA. Vejam como tratam as pessoas, como gozam, como são violentos uns para os outros, como mostram que fazer tudo para chegar a um fim é correcto, e vejam o astral do programa.

E agora mudem para Masterchef Australia....

Há dúvidas?!

E pronto, é multiplicar isto por todos os americanos e pronto, temos um povo assim.


Ps- Brincadeira. Tenho uma amiga (única) americana, e ela é um poço de carinho e de cultura.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Conversa de malucos (pérolas)

Estava a sair do armazém, e vejo um camião a chegar e pergunto ao segurança:

"Sabe se este camião vem com bolachas?"

Resposta "Não sei, não perguntei o nome do motorista...."

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Carta a um filho que emigrou....

Não sei, meu filho, como te vai correr a vida, agora que foste à procura de emprego fora de Portugal. Nem a dos teus amigos que estão no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, China, Angola, Moçambique. Sei somente que a tua geração se preparou, esforçou, estudou, trabalhou arduamente para ter um futuro diferente deste. Sei também que houve gerações antes de vossa que lutaram, sofreram, morreram para que este país fosse diferente e que não mais os seus cidadãos tivessem de emigrar para poderem ganhar a vida condignamente.
Sim, eu sei que a tua geração está muito mais bem preparada e é muito mais cosmopolita do que aquelas que emigraram nas décadas anteriores. O mundo para vocês não é algo desconhecido e que atemoriza. E sei que há muita gente que defende que esta emigração é excelente, porque vos coloca perante outras realidades profissionais, vos permite criar uma rede internacional de contactos e vos possibilita experiências que vos tornarão não só melhores especialistas nas vossas áreas como cidadãos do mundo.
Contudo, todos nós deveríamos ter o direito de viver no país onde nascemos. Emigrar por vontade e decisão é uma coisa, emigrar por necessidade e obrigação é outra muito diferente. Mas foi aqui que chegámos de novo: um país que não consegue criar empregos para os seus melhores ou que lhes oferece 700 euros por mês, que forma investigadores e cientistas em catadupa, mas que depois não lhes proporciona emprego nas empresas nacionais, que investe fortemente através dos seus impostos na formação altamente qualificada dos seus jovens e depois os deixa partir sem pestanejar para colocarem os seus conhecimentos ao serviço de outros países.
Sei ainda mais. Sei que vocês não deixam cá mulher (ou marido) e filhos. Vão constituir família nos países para onde foram obrigados a partir, ter filhos por aí, criar raízes noutras latitudes e com outras nacionalidades, o que tornará o regresso bastante mais difícil. Além disso, com a situação económica e etária que o país vive, este vai lenta e melancolicamente afundar-se com uma população de pobres, velhos e doentes, o que obviamente não atrai nem a energia nem a alegria dos jovens, nem o desejo de voltarem a viver por cá. Vocês voltarão algumas vezes pelas férias, mas a vossa vida será definitivamente nos países que vos acolheram e recompensam condignamente o vosso trabalho.
Vocês continuarão ligados a Portugal e vão até valorizar tudo o de bom que existe neste país, esquecendo a mediocridade, a inveja, a avidez, a corrupção, a luxúria, as desigualdades, a burocracia, a incompetência, o desrespeito por reformados, doentes e desempregados. Tentarão saber notícias pela net, ler livros em português, ver algum jogo de futebol nos computadores, enfim, sentirão vontade de estar mais ou menos a par do que por cá se vai passando. Mas pouco a pouco a distância, as exigências profissionais, os compromissos familiares vão sobrepor-se e vocês ir-se-ão distanciando do país e integrando cada vez mais noutras realidades, perante a indiferença da classe política e o incentivo do primeiro-ministro, que desconhece que um país que perde os seus melhores só pode ter um futuro sombrio à espera.
Parafraseando Jorge de Sena, que foi obrigado a exilar-se e sempre sentiu enorme raiva por isso, não sei que mundo será o teu, mas é possível, porque tudo é possível, que seja aquele que desejo para ti. Mas queria que fosses tu a escolhê-lo e não que te obrigassem a emigrar. E isso dói. A ti, a mim, à tua família, aos teus amigos. E devia doer, e muito, ao teu país.

Nicolau Santos, tirado daqui

É mesmo isso que sinto. Não como pai, mas sim como filha, como emigrante, como pessoa que teve de sair do país para tentar ter alguma dignidade.

Ao João Paulo II

Querido Futuro Santo.

Bem sei que não sou a tua ovelha preferida, mas desta vez escrevo-te para pedir um pequeno milagre.
Segundo sei vais ser canonizado, com um simples e nada difícil milagre. Curaste uma freira com Parkinson e ela só rezou para ti.
Por isso, já que fizeste isso, e foste um querido, conseguiste curar alguém de uma doença degenerativa e incurável, peço-te que faças o mesmo pelo meu pai.

Bem sei que ele não te pediu nada. E que eu nem tenho direito de te pedir nada. Mas olha, a minha mãe é católica e reza e adorava-te. Por isso acho que temos uma cunha. Além disso estudei na tua Universidade, e só por isso mereço um pedido. Faz lá isso, e eu prometo por uma velinha bem gira aqui numa igreja.

Ah e se tiveres tempo nesse Universo, cura todos os outros doentes  de Parkinson,os com Alzheimer, e se ainda tiveres um tempinho cura os do cancro.

Aquele abraço sempre carinhoso e quentinho

Vanessinha.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sobre os animais

Já disse aqui que não sou uma maluquinha dos animais. Acho que todos sabem que simplesmente gosto deles. E quando digo que gosto, sou sensível em como são tratados, da maneira como vivem e que todos merecem ser tratados como ser vivos.

Por isso assinem esta petição, para que os animais possam ser protegidos e defendidos.


Divulguem e assinem.

Muito Obrigada!


O absurdo de preços por estas bandas

Continua a chocar-me quando vejo anúncios para alugar casa com valores a 8 mil dólares.
A sério que choca.
Aluguer de quarto a 500 dólares.
Mas está tudo doido?!

As casas são más. Muitas delas precisam de grandes obras.

Concordo pagar mas sim pelo que elas valem. Não tem quaisquer condições e pedem fortunas por elas. Isto é chocante. Alguém deveria fazer boicote a estes preços. Acho um ultraje haver casas a este preço, quando a grande maioria nem tem uma rede mosquiteira em condições, uma cozinha preparada, ou simplesmente tinta nas paredes.

Francamente.... 

Mudam-se os tempos...

E o sinal é o PSD Madeira ter perdido sete das onze câmaras....

É o fim duma era, ou direi, o fim de uma ditadura?!

(vou ter saudades de ver o Jardim mascarado no Carnaval, a sério que vou.)

Sobre as eleições...

Ourondo estou contigo.
Alpedriz estou com contigo...

E outras freguesias.

Cheira-me que este ano, a abstenção tenha sido alta. A emigração está ao rubro e poucos de nós se lembraram de tratar dos documentos para podermos votar nas embaixadas.

Mas o que eu gosto são as desculpas. Desta vez não é porque há muito sol, desta vez foi a chuva....temos um azar com as eleições ein?!
Para mim, continuamos com um povo sem cultura, que não entende a importância de votar, de poder escolher. Quem não vota não tem direito a reclamar, não tem direito a pedir, a reivindicar a nada. Mas pronto, isso sou eu que penso assim!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Estamos uma vida a dizer que não se diz asneiras...

E depois aparecem anúncios como a Phonix, onde tive que explicar às minhas sobrinhas que a palavra era asneira e que não se dizia e elas só me respondiam "mas phonix é uma rede de telemóveis..."

E não contentes com isso fizeram o WTF.....mas será que as ideias estão assim tão gastas, tão más que temos que descer de nível? Temos que por anúncios feios para chamar as camadas mais jovens? Por mim, nem apareciam na televisão.

Já prevejo as próximas campanhas....de baixo nível, de muito baixo nível, e tenho dito.

Há cães e cães

E o Scott é sem dúvida o cão com mais sorte deste mundo.

Tem de tudo, mimos, brincadeira, castigos, biscoitos....


Alguns pequenos- almoços

Valem a penas serem fotografados...



Este é um deles...

(torrada de pão alentejano)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Hoje só lá vamos assim....

Dois dias a 40º graus...

Está um calor que não se aguenta....

Sumo de Morango.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sobre a educação do nosso país

Nós que no inicio do século tínhamos uma das melhores educações da Europa, com escolas profissionais, ensino obrigatório até o 6º ano,e boas universidades, até que apareceu um ministro de Salazar (que não me lembro do nome) e que disse que o melhor seria voltarmos à 4ª classe e que o essencial era saber ler, escrever e contar....

Cheira-me que estamos no mesmo caminho. Com a crise não se deve diminuir a educação. Vejamos o caso da segunda guerra, os estudos continuaram, mesmo com uma guerra à porta.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O motivo do desaparecimento

Ando atolada de trabalho.
Ando a organizar o norte, à distância.
Ando a formar uma nova equipa.
Ando a organizar um país que quase se afundou na minha ausência.
Ando cansada.
E pronto....as férias acabaram, e estou a sofrer por isso.


Para a semana volto com fotos e coisas novas que me apeteçam dizer.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Querido pai natal

Sei que é cedo, mas tu sabes que os pedidos vão começar a amontoar, e eu prefiro chegar primeiro. Este ano não me portei mal, e tentei ser uma pessoa melhor. (esquece a parte de refilar, que isso não tem remédio)
Desta vez peço-te que não te esqueças do meu sonho. Ter um Pão de forma lindo, com flores, todo arranjadinho (ou não), e todo equipado para podermos sair, como sempre sonhei.

Se não tiveres tempo de pinta-la, não te preocupes, nós fazemos o resto.

Aquele abraço especial....

Vanessinha

Com reuniões estas....

Comecei a reunião com isto....

E acabou mais ou menos assim....

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A reacção da Lidia (filha da Sakina)

A cadeira foi entregue, à Lidia (não há fotos).

E perguntei à Sakina se a Lídia gosta da cadeira.

A resposta foi das coisas mais lindas de sempre

"Minina, a minha filha tem sempre os dentes de fora..."

(pensando que era algo grave, pergunto): Porquè, tem dores?!

"Não Minina, de tanto soRir" (ler como está escrito para ter a mesma emoção)

E eu fiquei aqui pequena, com uma sensação de ter ajudado uma pessoa, e de saber que posso ajudar tantas mais....

A Festa do Avante

Já Marcelo Rebelo de Sousa disse "que o avante é só possível por haver o PCP, e que nenhum outro partido conseguirá fazer uma festa daquelas."

Agora o Miguel Esteves Cardoso, que pessoalmente não simpatizo com ele, acho-o arrogante. Disse isto da Festa do Avante. Da melhor festa do País, e só por isso subiu pontos.

“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007
"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?
É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.
Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.
BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.
É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.
As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.
A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.
Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.
Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.
É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.
Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.
Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.
QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.
Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.
A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.
O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.
Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.
Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.
A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).
A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.
As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.
O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.
Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.
É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.
É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.
Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”
Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.
Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.
Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.
POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”
Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.
...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.
Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.
É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.
Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

O país mais feliz do mundo

É a Dinamarca.
E concordo. Estive lá há uns anos e acho as pessoas tão simpáticas, tão bonitas, tão sorridentes que até surpreende.
E nós estamos a mias de 80 lugares abaixo. Porquê? Porque somos dramáticos, negativos, pessimistas e vemos em tudo mal.

Ao telefone

"Sim? Estou a falar com...?"

"Dona Vanessa, daqui Chuva"

Eu, "Chuva? Chuva mesmo?"

E a resposta "Chuva de chover sim"


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sobre os novos alunos na universidade

Não me choca nada a falta de adesão dos alunos à universidade.
A universidade é cara, alugar casa sai caro, alimentação e transporte são um peso enorme no orçamento da família.
As pessoas estão a sair das universidades por não haver dinheiro, e também porque muitas escolas não tem a qualidade necessária para depois do curso. 
Não acho chocante as pessoas não estudarem, acho chocante o governo pedir para continuarmos a estudar. Como? Com que ajudas? E para quê? Para depois recebermos um comunicado a dizer "vão para fora e tornem-se gente."
Estudei numa escola cara, de grande qualidade e fora da minha zona habitacional. Por isso, o meu curso tornou-se caro, demasiado caro, tendo em conta  a saída profissional. Se fosse hoje mudaria, nunca teria saído de Lisboa, nunca teria tirado um curso de letras, nunca teria investido numa área que não dá futuro. Se os novos alunos, têm hoje consciência dessa falta de emprego, dessa falta de apoio, acho muito bem que optem por cursos profissionais, por profissões com carreira e com menos despesas no final do mês.

Do Fim de semana

Fomos para o bilene, para o tenda tora.


Sinceramente não sou grande fã do Bilene. Tem muita gente, e parece-me a Costa da Caparica deste sitio. Tudo o que é de Maputo está cá, e não gosto da sensação.

Da praia, do sossego só tenho a dizer que é maravilhoso.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E o primeiro dia de trabalho...

Depois de andar um mês inteiro de chinelos....os meus pés choraram, mesmo ao pôr umas sandálias rasas.
Maquilhar-me e vestir uma roupa decente, foi deveras triste.
Triste mesmo.
E pensar que as minhas próximas férias serão no Natal...oh vida injusta.
Como o meu amigo B diz, "o nosso problema é que temos de trabalhar", e chego à conclusão que é mesmo isso.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A pérola das férias

Encontro-me com um casal conhecido e diz-me isto

"mas estás lá bem longe e não voltas?"
 E eu a medo digo: não, não penso em voltar.
E a resposta: (surpreendam-se) pffff lá com a guerra da Síria ou da Liria (esse país novo), ainda morres para lá....

Respirei fundo e disse.... Entre a Síria e Moçambique é a distancia de Portugal à Rússia....

Adoro gente do Portugal profundo. Adoro mesmo.

Sei que pode chocar

Eu reclamo, eu refilo, eu gozo, mas sinto-me em casa em Maputo. Sinto mesmo.
E sorrio quando digo que a cidade e o país estão a melhorar. E sinto falta disto.

Portugal já não me define. O país em si, é lindo e gosto de lá estar. Mas o povo, o povo perdeu o encanto. São tristes e queixosos, e fúteis e com prioridades diferentes das minhas.

Sou feliz aqui. Mesmo que daqui a uns meses diga que não.

Sobre o pedido da Sakina....

Lembram-se da Sakina?

Pois bem, graças a um casal amigo que infelizmente perdeu o seu filho recentemente, mas que se disponibilizaram a entregar a cadeira do Ricardo, este pedido foi concretizado

Assim começamos a maratona da cadeira. E a cadeira veio comigo e já foi entregue à Sakina e ao Manel. Eles só disseram que "não tinham palavras" e que a "Lídia ia agora passear".

A cadeira é vermelhinha, toda catita, e espero que a nossa Lídia a possa usar com todo o conforto.

Da minha parte agradeço à Marina pela cadeira, à Maria João e à Catarina que se mostraram incansáveis ao despacho da cadeira.

Quanto aos voluntários que se tinham oferecido a pagar a cadeira, o meu muito obrigada. Felizmente tivemos gente boa que deu de boa vontade o que tinha.

Estou derretida e feliz com este acto. E a Sakina está tão feliz que nem imaginam.

Ps- não tirei foto porque a cadeira estava embrulhada para andar no chapa.

E as férias acabaram...

Tivemos direito a tudo, Londres, Djerba, Salgados e Vilamoura. Tempo em casa foi pouco, o que nos faz pensar que para o ano será bem mais calmo.

E chegamos a casa e temos duas bolas de 4 patas à nossa espera. Agora vão estar de dieta.

O dia foi passado em compras e com todo o sossego possível.

Tunisia

O que dizer sobre a Tunisia?

Fomos para Djerba, e sinceramente gostei muito. Água quente, e sossegado. O problema? A Comida. E atenção que não sou grande dente, mas achei uma vergonha o que nos davam a comer.
Saímos várias vezes do resort, uma delas de mota e digo-vos que achei a população mais aberta do que estava à espera.
As ruas são um exemplo de limpeza.
Os homens comerciantes não falam directamente connosco, mas baixam a cabeça e respondem.
Apanhámos uma tempestade de areia.

Um país que gostei, mas não penso em repetir.

Aventura de andar de camelo...senti-me mal a meio do passeio e tive que saír de lá de cima para os braços do tratador. Posso riscar da lista, já fiz e não quero repetir.

As povoações fora das cidades.

O camelo bebe deliciou-me. E era felpudinho.

As famosas especiarias

Amendoa torrada....iamiiii

Sinagoga, em que nos obrigaram a tapar pernas, braços e cabeça.

Um dos mercados.
As minhas sonecas à beira da piscina e que o Ricardo fazia questão de fotografar

A familia, e o restaurante de despedida, e onde comemos a pior comida de sempre. (a morena ao fundo não é tunisina, é apenas chocolate)

O carinho...










Sobre as festas de Corroios

Há um ano escrevi Isto.

Este ano posso acrescentar que vi tudo com o aumento de:

- pernas gordas e calções minúsculos.
- mais carrinhos, e com carrinhos de gémeos. (esta gente procria que nem martas)
- gente que decide levar os cães para aquela confusão.
 e para finalizar, a moda com piadolas nas t-shirts como por exemplo "pluta é a mãe do pluto" ou "carteiro procura senhora para lamber o selo"....uma visão bonita, portanto.

o resto estava lá tudo, sempre do mesmo....

E eu tive direito à minha maçã do amor, e iniciei este ritual à minha sobrinha.

Ora vamos lá actualizar o blog

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A comunicação ou a falta dela....

Faz-me confusão esta moda de estarmos sempre ao telemóvel.
Já disse aqui que vivo muito bem sem esse objecto, e que não compreendo esta moda.

Mas o que acho ainda mais estranho, é que apesar de todos andarem com a vida escarrapachada no Facebook e afins, é eu deixar uma mensagem a dizer que perdi os contactos todos e apenas duas pessoas responderem.

Será falta de comunicação? Falta de interesse? Ou temos agora tantas ferramentas para contactos que deixamos de nos falar como antigamente?

Sobre a Tunisia

Já fomos e já voltamos, amanhã com tempo falarei disso....

domingo, 11 de agosto de 2013

As nossas praias

E seguem alguns comentários:

Moda:
- Rapazes -  a moda dos calções compridos continua, mas parece que agora todos dobram para não terem marcas. Eu penso para mim, não será melhor usarem uma sunga?
- Raparigas - grande percentagem de fios dental e asa delta, que para quem veste um 34/36 até uma boa visão, mas como a maioria tem um rabo 40, o pesadelo começa quando correm.
- Rapazes hiper musculados
- Pessoas nos bares de praia a beberem sangria e olharem para os outros como se tivessem a beber uma coisa cara e que só eles têm a oportunidade de beber.

Mau Civismo
- as pessoas continuam sem saber o que é respeitar o espaço dos outros. Acham que estender uma toalha ao lado dos meus pés, é algo normal. E perante o meu desatino, as senhoras mudaram-se achando-me um bicho do mato.
- Pessoas a levarem cães para a praia, apesar de ser proibido na época balnear, há sempre um senhor que quer mostrar o seu cão. E nem mesmo com o nadador salvador a pedir educadamente para se retirar da praia, os senhores saíram e ainda disseram "chame a policia marítima que nem quero saber".

Coisas Positivas
- Não vi ninguém, mas ninguém mesmo a deixar um papel na praia. Noto uma melhoria nessa área.

Exageros 
- A moda das super mães. Vi um puto de um ano com uma t-shirt, fato completo de licra, chapéu e como ainda tinha espaço, decidiram por um colete gigante na criança. Aquele miúdo mal andava, qual era a probabilidade de alguém o deixar à entrada na água. Um colete? Um colete? Francamente, até assustam as crianças com o exagero.

E pronto. Hoje há mais outro dia de apreciações. E depois disto vamos à Tunísia ver as modas.

Um aparte..... há pessoas que saem dos buracos das suas casas e aparecem na praia, certo?


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Hostel na Ericeira, farturas e cachorros de cascais

Como prometido fomos fazer uma visita ao novo Hostel da Ericeira Lone Surfer e temos a dizer de adorámos.
O ambiente é familiar, bem simples, com hospedes bem divertidos e civilizados.
Façam uma visita e explorem a zona. O Hostel tem uma área lounge bem gira mesmo com vista para o mar, onde pudemos comer uns maravilhosos pica pau.


À noite atacámos umas farturas, e voltamos para o quarto porque estava frio.

Hoje decidimos passar por cascais e comer os meus cachorros favoritos.



Passar por toda a linha costeira, chego à conclusão que temos o país mais bonito de todos. Podemos ter muitos defeitos, mas a beleza do país isso ninguém nos tira.



Ps- Sónia, obrigada pela conversa e pela simpatia. É bom saber que não mudaste. Prometo mais visitas. E continuação de boa sorte.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A vida em Moçambique

Envio um mail a um colega para saber se está tudo bem e para tentar ver se nada descamba... e recebo isto

"Mae curta as tuas ferias e quando voltares vais  trabalhar. Esta tudo controlado.
Tamos juntos
Vai a costa de Caparica"

E pronto, estamos juntos D. Sempre juntos. 

A crise, as noticias e as férias

Como me irrita as noticias que têm dado na tv. Ora eu explico.

Há a teoria que os parques de campismo "só" estão cheios à conta da crise. Então espantem-se, como campista digo que é mentira. Os parques de campismo sempre estiveram cheios, e digo mais, os parques mais caros nunca têm lugares em tempo de verão. Ser campista não é pobre, tentem fazer campismo e não comer enlatados e falaremos depois. Comprar peixe e carne fresca diariamente tem os seus custos. Se sai mais barato que um hotel, sim sai, mas como campista custa-me ouvir que só se vai agora para parques por causa da crise. É mentira. E digo mais, campista que é campista até vai para parque mais caros para termos melhores condições. 
Tentem também alugar uma caravana e vejam os preços.
Outra coisa, como campista permanente num parque temos custos fixos mensais de 200 euros, fora comida e extras. Por isso, caros jornalistas, filtrem a vossa formação. Outra coisa, comprem material de campismo vejam os preços.
Agora também digo, em Portugal dizer que se gosta de acampar, como eu, há logo um olhar de lado, de desprezo. Somos todos muito de imagem. Gosto de acampar, adoro. Se gosto dos wc públicos, detesto. Se gosto do cheiro a sardinha assada e do "é servido?", adoro. Se acho piada aos duches, sim acho. E digo que os parques onde vou, é tudo limpo. Se gosto da fila para lavar a louça, sim adoro e adoro as conversas que daí surgem.

E tenho o orgulho de dizer que tive a educação muito mais liberal, e que as minhas sobrinhas, graças à educação da mãe e da influencia dos meus pais seguem os mesmos passos. Somos campistas e temos orgulho.

Também digo que gosto de hotel, e este ano vou ter oportunidade de ir para um resort, não pelo luxo, mas pela promoção que consegui.

Outra teoria, é que, coitadinhos dos portugueses, este ano não vão de férias para o Algarve. Ir para o Algarve, sai caríssimo. E é normal as pessoas quererem ter umas férias de descanso, então mais vale ficar por casa e terem acesso às praias da costa ou da linha. Não percebo o drama. Ao menos deixámos de gastar o que não temos, será assim um problema?

E por fim, reportagens como "portugueses jogam futebol na praia para esquecer a crise". Acho ridículo estas frases e reportagens. Jogamos à bola, como sempre jogámos, e não há nenhum drama. São reportagens destas que criam o pânico, e parece que temos que ser uns tristes por estarmos endividados. Há coisas gratuitas e que devemos continuar a fazer, sorrir por enquanto de borla e vamos aproveitar esse gesto tão bonito. 

E tenho dito.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ohhhh como é bom ouvir um DOUCEMENT

Como adoro estar no forum ou na rua e ouvir um "doucement", ou um "trés bien"...com uma pronuncia portuguesa. É tão bom ouvir portugueses a falar a sua língua do pais de acolhimento. 
E também já tive o prazer de ouvir um inglês macarronico nas lojas. 

Só tenho uma coisa a dizer "viva os emigrantes vivaaaaaa" ou direi "vive la France"...


Eu também posso falar à emigrante.
Chego ao restaurante e peço para pagar no POS, ou digo que tenho de ir comprar crédito para o cell, ou ainda posso dizer que o atm não está a pagar...eu também sei falar à emigrante, não sou nenhuma ramelosa, o que é que pensam?!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre Londres

A cidade continua linda e maravilhosa, com movimento e muitos turistas.
Vimos muitos portugueses emigrados e que falavam rapidamente em português, e todos, todos trataram-nos muito bem.

Quando às inglesas, descobriram que a base não serve para tirar imperfeições, mas sim para as tornar laranjas.

A loja M&M é um mundo, fazendo-me sentir uma provinciana.

E o calor? O calor é tão mau naquela cidade. Nenhum transporte público tem ar condicionado fazendo com que tudo fique abrasador.

Stomp um grande concerto. Grande concerto mesmo.

E pronto, aquela cidade continua a fascinar.me, adoro-a.