segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Mudam-se os tempos...

E o sinal é o PSD Madeira ter perdido sete das onze câmaras....

É o fim duma era, ou direi, o fim de uma ditadura?!

(vou ter saudades de ver o Jardim mascarado no Carnaval, a sério que vou.)

Sobre as eleições...

Ourondo estou contigo.
Alpedriz estou com contigo...

E outras freguesias.

Cheira-me que este ano, a abstenção tenha sido alta. A emigração está ao rubro e poucos de nós se lembraram de tratar dos documentos para podermos votar nas embaixadas.

Mas o que eu gosto são as desculpas. Desta vez não é porque há muito sol, desta vez foi a chuva....temos um azar com as eleições ein?!
Para mim, continuamos com um povo sem cultura, que não entende a importância de votar, de poder escolher. Quem não vota não tem direito a reclamar, não tem direito a pedir, a reivindicar a nada. Mas pronto, isso sou eu que penso assim!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Estamos uma vida a dizer que não se diz asneiras...

E depois aparecem anúncios como a Phonix, onde tive que explicar às minhas sobrinhas que a palavra era asneira e que não se dizia e elas só me respondiam "mas phonix é uma rede de telemóveis..."

E não contentes com isso fizeram o WTF.....mas será que as ideias estão assim tão gastas, tão más que temos que descer de nível? Temos que por anúncios feios para chamar as camadas mais jovens? Por mim, nem apareciam na televisão.

Já prevejo as próximas campanhas....de baixo nível, de muito baixo nível, e tenho dito.

Há cães e cães

E o Scott é sem dúvida o cão com mais sorte deste mundo.

Tem de tudo, mimos, brincadeira, castigos, biscoitos....


Alguns pequenos- almoços

Valem a penas serem fotografados...



Este é um deles...

(torrada de pão alentejano)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Hoje só lá vamos assim....

Dois dias a 40º graus...

Está um calor que não se aguenta....

Sumo de Morango.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Sobre a educação do nosso país

Nós que no inicio do século tínhamos uma das melhores educações da Europa, com escolas profissionais, ensino obrigatório até o 6º ano,e boas universidades, até que apareceu um ministro de Salazar (que não me lembro do nome) e que disse que o melhor seria voltarmos à 4ª classe e que o essencial era saber ler, escrever e contar....

Cheira-me que estamos no mesmo caminho. Com a crise não se deve diminuir a educação. Vejamos o caso da segunda guerra, os estudos continuaram, mesmo com uma guerra à porta.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O motivo do desaparecimento

Ando atolada de trabalho.
Ando a organizar o norte, à distância.
Ando a formar uma nova equipa.
Ando a organizar um país que quase se afundou na minha ausência.
Ando cansada.
E pronto....as férias acabaram, e estou a sofrer por isso.


Para a semana volto com fotos e coisas novas que me apeteçam dizer.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Querido pai natal

Sei que é cedo, mas tu sabes que os pedidos vão começar a amontoar, e eu prefiro chegar primeiro. Este ano não me portei mal, e tentei ser uma pessoa melhor. (esquece a parte de refilar, que isso não tem remédio)
Desta vez peço-te que não te esqueças do meu sonho. Ter um Pão de forma lindo, com flores, todo arranjadinho (ou não), e todo equipado para podermos sair, como sempre sonhei.

Se não tiveres tempo de pinta-la, não te preocupes, nós fazemos o resto.

Aquele abraço especial....

Vanessinha

Com reuniões estas....

Comecei a reunião com isto....

E acabou mais ou menos assim....

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A reacção da Lidia (filha da Sakina)

A cadeira foi entregue, à Lidia (não há fotos).

E perguntei à Sakina se a Lídia gosta da cadeira.

A resposta foi das coisas mais lindas de sempre

"Minina, a minha filha tem sempre os dentes de fora..."

(pensando que era algo grave, pergunto): Porquè, tem dores?!

"Não Minina, de tanto soRir" (ler como está escrito para ter a mesma emoção)

E eu fiquei aqui pequena, com uma sensação de ter ajudado uma pessoa, e de saber que posso ajudar tantas mais....

A Festa do Avante

Já Marcelo Rebelo de Sousa disse "que o avante é só possível por haver o PCP, e que nenhum outro partido conseguirá fazer uma festa daquelas."

Agora o Miguel Esteves Cardoso, que pessoalmente não simpatizo com ele, acho-o arrogante. Disse isto da Festa do Avante. Da melhor festa do País, e só por isso subiu pontos.

“A FESTA DO AVANTE”, MIGUEL ESTEVES CARDOSO.

Miguel Esteves Cardoso, in "SÁBADO", 13 de Setembro de 2007
"Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.
Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.
O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela - um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.
Porque é que a Festa do Avante faz medo?
É muita gente; muita alegria; muita convicção; muito propósito comum. Pode não ser de bom-tom dizê-lo, mas o choque inicial é sempre o mesmo: chiça!, Afinal os comunistas são mais que as mães. E bem-dispostos. Porquê tão bem dispostos? O que é que eles sabem que eu ainda não sei?
É sempre desconfortável estar rodeado por pessoas com ideias contrárias às nossas. Mas quando a multidão é gigante e a ideia é contrária é só uma só – então, muito francamente, é aterrador.
Até por uma questão de respeito, o Partido Comunista Português merece que se tenha medo dele. Tratá-lo como uma relíquia engraçada do século XX é uma desconsideração e um perigo. Mal por mal, mais vale acreditar que comem criancinhas ao pequeno-almoço.
BEM SEI QUE A condescendência é uma arma e que fica bem elogiar os comunistas como fiéis aos princípios e tocantemente inamovíveis, coitadinhos.
É esta a maneira mais fácil de fingir que não existem e de esperar, com toda a estupidez, que, se os ignoramos, acabarão por se ir embora.
As festas do Avante, por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas.
É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça.
A condescendência leva-nos a alvitrar que “assim também eu” e que as festas dos outros partidos também seriam boas caso estivessem um ano inteiro a prepará-las. Está bem, está: nem assim iam lá. Porque não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo.
Em vez de usar, para explicar tudo, o velho chavão da “ capacidade de organização” do velho PCP, temos é que perguntar porque é que se dão ao trabalho de se organizarem.
Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria. E talvez sejam. Basta completar a frase "Se não fossem os comunistas, hoje não haveria..." e compreende-se que, para eles, são muitas as conquistas meramente "burguesas " que lhe devemos, como o direito à greve e à liberdade de expressão.
É por isso que não se sentem “derrotados”. O desaparecimento da URSS, por exemplo, pode ter sido chato mas, na amplitude do panorama marxista-leninista, foi apenas um contratempo. Mas não é só por isso que a Festa do Avante faz medo. Também porque é convincente. Os comunas não só sabem divertir-se como são mestres, como nunca vi, do à-vontade. Todos fazem o que lhes apetece, sem complexos nem receios de qualquer espécie. Até o show off é mínimo e saudável.
Toda a gente se trata da mesma maneira, sem falsas distâncias nem proximidades. Ninguém procura controlar, convencer ou impressionar ninguém. As palavras são ditas conforme saem e as discussões são espontâneas e animadas. É muito refrescante esta honestidade. É bom (mas raro) uma pessoa sentir-se à vontade em público. Na Festa do Avante é automático.
Dava-nos jeito que se vestissem todos da mesma maneira e dissessem e fizessem as mesmas coisas - paciência. Dava-nos jeito que estivessem eufóricos; tragicamente iluminados pela inevitabilidade do comunismo - mas não estão. Estão é fartos do capitalismo - e um bocadinho zangados.
Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista.
Sabe bem passear no meio de tanta rebeldia. Sabe bem ficar confuso. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do Avante, só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Convinha-nos pensar que as comunas eram um rebanho mas a parecença é mais com um jardim zoológico inteiro. Ali uma zebra; em frente um leão e um flamingo; aqui ao lado uma manada de guardas a dormir na relva.
QUANDO SE CHEGA à Festa o que mais impressiona é a falta de paranóia. Ninguém está ansioso, a começar pelos seguranças que nos deixam passar só com um sorriso, sem nos vasculhar as malas ou apalpar as ancas. Em matéria de livre de trânsito, é como voltar aos anos 60.
Só essa ausência de suspeita vale o preço do bilhete. Nos tempos que correm, vale ouro. Há milhares de pessoas a entrar e a sair mas não há bichas. A circulação é perfeitamente sanguínea. É muito bom quando não desconfiamos de nós.
Mesmo assim tenho de confessar, como reaccionário que sou, que me passou pela cabeça que a razão de tanta preocupação talvez fosse a probabilidade de todos os potenciais bombistas já estarem lá dentro, nos pavilhões internacionais, a beber copos uns com os outros e a divertirem-se.
A Festa do Avante é sempre maior do que se pensa. Está muito bem arrumada ao ponto de permitir deambulações e descobertas alegres. Ao admirar a grandiosidade das avenidas e dos quarteirões de restaurantes, representando o país inteiro e os PALOP, é difícil não pensar numa versão democrática da Exposição do Mundo Português, expurgada de pompa e de artifício. E de salazarismo, claro.
Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava-nos jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista.
O desaparecimento da União Soviética foi, deste ponto de vista, particularmente infeliz por ter eliminado a potência cujas ordens eram cegamente obedecidas pelo PCP.
Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.
Quer se queira quer não (eu não queria), sente-se na Festa do Avante! Que está ali uma reserva ecológica de Portugal. Se por acaso falharem os modelos vigentes, poderemos ir buscar as sementes e os enxertos para começar tudo o que é Portugal outra vez.
A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada. (Fiquemos por aqui que já estou a escrever à comunista).
A Exposição do Mundo Português era “para inglês ver”, mas a Festa do Avante! Em muitos aspectos importantes, parece mesmo inglesa. Para mais, inglesa no sentido irreal. As bichas, direitinhas e céleres, não podiam ser menos portuguesas. Nem tão-pouco a maneira como cada pessoa limpa a mesa antes de se levantar, deixando-a impecável.
As brigadas de limpeza por sua vez, estão sempre a passar, recolhendo e substituindo os sacos do lixo. Para uma festa daquele tamanho, com tanta gente a divertir-se, a sujidade é quase nenhuma. É maravilhoso ver o resultado de tanto civismo individual e de tanta competência administrativa. Raios os partam.
Se a Festa do Avante dá uma pequena ideia de como seria Portugal se mandassem os comunistas, confessemos que não seria nada mau. A coisa está tão bem organizada que não se vê. Passa-se o mesmo com os seguranças - atentos mas invisíveis e deslizantes, sem interromper nem intimidar uma mosca.
O preconceito anticomunista dá-os como disciplinados e regimentados – se calhar, estamos a confundi-los com a Mocidade portuguesa. Não são nada disso. A Festa funciona para que eles não tenham de funcionar. Ao contrário de tantos festivais apolíticos, não há pressa; a ansiedade da diversão; o cumprimento de rotinas obrigatórias; a preocupação com a aparência. Há até, sem se sentir ameaçado por tudo o que se passa à volta, um saudável tédio, de piquenique depois de uma barrigada, à espera da ocupação do sono.
Quando se fala na capacidade de “mobilização” do PCP pretende-se criar a impressão de que os militantes são autómatos que acorrem a cada toque de sineta. Como falsa noção, é até das mais tranquilizadoras. Para os partidos menos mobilizadores, diante do fiasco das suas festas, consola pensar que os comunistas foram submetidos a uma lavagem ao cérebro.
Nem vale a pena indagar acerca da marca do champô.
Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do avante enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.
E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre “nós” dirigentes e “eles” militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas.
É UM ALÍVIO A FALTA de entusiasmo fabricado – e, num sentido geral de esforço. Não há consensos propostos ou unanimidades às quais aderir. Uns queixam-se de que já não é o que era e que dantes era melhor; outros que nunca foi tão bom.
É claro que nada disto será novidade para quem lá vai. Parece óbvio. Mas para quem gosta de dar uma sacudidela aos preconceitos anticomunista é um exercício de higiene mental.
Por muito que custe dize-lo, o preconceito - base, dos mais ligeiros snobismos e sectarismos ao mais feroz racismo, anda sempre à volta da noção de que “eles não são como nós”. É muito conveniente esta separação. Ma é tão ténue que basta uma pequena aproximação para perceber, de repente, que “afinal eles são como nós”
Uma vez passada a tristeza pelo desaparecimento da justificação da nossa superioridade (e a vergonha por ter sido tão simples), sente-se de novo respeito pela cabeça de cada um.
Espero que não se ofendam os sportinguistas e comunistas quando eu disser que estar na Festa do Avante! Foi como assistir à festa de rua quando o Sporting ganhou o campeonato. Até aí eu tinha a ideia, como sábio benfiquista, que os sportinguistas eram uma minúscula agremiação de queques em que um dos requisitos fundamentais era não gostar muito de futebol.
Quando vi as multidões de sportinguistas a festejar – de todas as classes, cores e qualidades de camisolas -, fiquei tão espantado que ainda levei uns minutos a ficar profundamente deprimido.
POR OUTRO LADO, quando se vê que os comunistas não fazem o favor de corresponder à conveniência instantaneamente arrumável das nossas expectativas – nem o PCP é o IKEA -, a primeira reacção é de canseira. Como quem diz:”Que chatice – não só não são iguais ao que eu pensava como são todos diferentes. Vou ter de avaliá-los um a um. Estou tramado. Nunca mais saiu daqui.”
Nem tão pouco há a consolação ilusória do pick and choose.
...É uma sólida tradição dizer que temos de aprender com os comunistas... Infelizmente é impossível. Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a-dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas.
Hás uma frase do Jerónimo de Sousa no comício de encerramento que diz tudo. A propósito de Cuba (que não está a atravessar um período particularmente feliz), diz que “resistir já é vencer”.
É verdade – sobretudo se dermos a devida importância ao “já”. Aquele “já” é o contrário da pressa, mas é também “agora”.
Na Festa do Avante! Não se vêem comunistas desiludidos ou frustrados. Nem tão pouco delirantemente esperançosos. A verdade é que se sente a consciência de que as coisas, por muito más que estejam, poderiam estar piores. Se não fossem os comunistas: eles.
Há um contentamento que é próprio dos resistentes. Dos que existem apesar de a maioria os considerar ultrapassados, anacrónicos, extintos. Há um prazer na teimosia; em ser como se é. Para mais, a embirração dos comunistas, comparada com as dos outros partidos, é clássica e imbatível: a pobreza. De Portugal e de metade do mundo, num Portugal e num mundo onde uns poucos têm muito mais do que alguma vez poderiam precisar.
NA FESTA DO AVANTE! Sente-se a satisfação de chatear. O PCP chateia. Os sindicatos chateiam. A dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia. Do ensimamento online, do relativismo ou niilismo ideológico. Chatear é uma forma especialmente eficaz de resistir. Pode ser miudinho – mas, sendo constante, faz a diferença.
Resistir é já vencer. A Festa do Avante é uma vitória anualmente renovada e ampliada dessa resistência. ... Verdade se diga, já não é sem dificuldade que resisto. Quando se despe um preconceito, o que é que se veste em vez dele? Resta-me apenas a independência de espírito para exprimir a única reacção inteligente a mais uma Festa do Avante: dar os parabéns a quem a fez e mais outros a quem lá esteve. Isto é, no caso pouco provável de não serem as mesmíssimas pessoas.
Parabéns! E, para mais, pouquíssimo contrariado.” (E só com um bocadinho de nada com medo)."

O país mais feliz do mundo

É a Dinamarca.
E concordo. Estive lá há uns anos e acho as pessoas tão simpáticas, tão bonitas, tão sorridentes que até surpreende.
E nós estamos a mias de 80 lugares abaixo. Porquê? Porque somos dramáticos, negativos, pessimistas e vemos em tudo mal.

Ao telefone

"Sim? Estou a falar com...?"

"Dona Vanessa, daqui Chuva"

Eu, "Chuva? Chuva mesmo?"

E a resposta "Chuva de chover sim"


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sobre os novos alunos na universidade

Não me choca nada a falta de adesão dos alunos à universidade.
A universidade é cara, alugar casa sai caro, alimentação e transporte são um peso enorme no orçamento da família.
As pessoas estão a sair das universidades por não haver dinheiro, e também porque muitas escolas não tem a qualidade necessária para depois do curso. 
Não acho chocante as pessoas não estudarem, acho chocante o governo pedir para continuarmos a estudar. Como? Com que ajudas? E para quê? Para depois recebermos um comunicado a dizer "vão para fora e tornem-se gente."
Estudei numa escola cara, de grande qualidade e fora da minha zona habitacional. Por isso, o meu curso tornou-se caro, demasiado caro, tendo em conta  a saída profissional. Se fosse hoje mudaria, nunca teria saído de Lisboa, nunca teria tirado um curso de letras, nunca teria investido numa área que não dá futuro. Se os novos alunos, têm hoje consciência dessa falta de emprego, dessa falta de apoio, acho muito bem que optem por cursos profissionais, por profissões com carreira e com menos despesas no final do mês.

Do Fim de semana

Fomos para o bilene, para o tenda tora.


Sinceramente não sou grande fã do Bilene. Tem muita gente, e parece-me a Costa da Caparica deste sitio. Tudo o que é de Maputo está cá, e não gosto da sensação.

Da praia, do sossego só tenho a dizer que é maravilhoso.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

E o primeiro dia de trabalho...

Depois de andar um mês inteiro de chinelos....os meus pés choraram, mesmo ao pôr umas sandálias rasas.
Maquilhar-me e vestir uma roupa decente, foi deveras triste.
Triste mesmo.
E pensar que as minhas próximas férias serão no Natal...oh vida injusta.
Como o meu amigo B diz, "o nosso problema é que temos de trabalhar", e chego à conclusão que é mesmo isso.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A pérola das férias

Encontro-me com um casal conhecido e diz-me isto

"mas estás lá bem longe e não voltas?"
 E eu a medo digo: não, não penso em voltar.
E a resposta: (surpreendam-se) pffff lá com a guerra da Síria ou da Liria (esse país novo), ainda morres para lá....

Respirei fundo e disse.... Entre a Síria e Moçambique é a distancia de Portugal à Rússia....

Adoro gente do Portugal profundo. Adoro mesmo.

Sei que pode chocar

Eu reclamo, eu refilo, eu gozo, mas sinto-me em casa em Maputo. Sinto mesmo.
E sorrio quando digo que a cidade e o país estão a melhorar. E sinto falta disto.

Portugal já não me define. O país em si, é lindo e gosto de lá estar. Mas o povo, o povo perdeu o encanto. São tristes e queixosos, e fúteis e com prioridades diferentes das minhas.

Sou feliz aqui. Mesmo que daqui a uns meses diga que não.

Sobre o pedido da Sakina....

Lembram-se da Sakina?

Pois bem, graças a um casal amigo que infelizmente perdeu o seu filho recentemente, mas que se disponibilizaram a entregar a cadeira do Ricardo, este pedido foi concretizado

Assim começamos a maratona da cadeira. E a cadeira veio comigo e já foi entregue à Sakina e ao Manel. Eles só disseram que "não tinham palavras" e que a "Lídia ia agora passear".

A cadeira é vermelhinha, toda catita, e espero que a nossa Lídia a possa usar com todo o conforto.

Da minha parte agradeço à Marina pela cadeira, à Maria João e à Catarina que se mostraram incansáveis ao despacho da cadeira.

Quanto aos voluntários que se tinham oferecido a pagar a cadeira, o meu muito obrigada. Felizmente tivemos gente boa que deu de boa vontade o que tinha.

Estou derretida e feliz com este acto. E a Sakina está tão feliz que nem imaginam.

Ps- não tirei foto porque a cadeira estava embrulhada para andar no chapa.

E as férias acabaram...

Tivemos direito a tudo, Londres, Djerba, Salgados e Vilamoura. Tempo em casa foi pouco, o que nos faz pensar que para o ano será bem mais calmo.

E chegamos a casa e temos duas bolas de 4 patas à nossa espera. Agora vão estar de dieta.

O dia foi passado em compras e com todo o sossego possível.

Tunisia

O que dizer sobre a Tunisia?

Fomos para Djerba, e sinceramente gostei muito. Água quente, e sossegado. O problema? A Comida. E atenção que não sou grande dente, mas achei uma vergonha o que nos davam a comer.
Saímos várias vezes do resort, uma delas de mota e digo-vos que achei a população mais aberta do que estava à espera.
As ruas são um exemplo de limpeza.
Os homens comerciantes não falam directamente connosco, mas baixam a cabeça e respondem.
Apanhámos uma tempestade de areia.

Um país que gostei, mas não penso em repetir.

Aventura de andar de camelo...senti-me mal a meio do passeio e tive que saír de lá de cima para os braços do tratador. Posso riscar da lista, já fiz e não quero repetir.

As povoações fora das cidades.

O camelo bebe deliciou-me. E era felpudinho.

As famosas especiarias

Amendoa torrada....iamiiii

Sinagoga, em que nos obrigaram a tapar pernas, braços e cabeça.

Um dos mercados.
As minhas sonecas à beira da piscina e que o Ricardo fazia questão de fotografar

A familia, e o restaurante de despedida, e onde comemos a pior comida de sempre. (a morena ao fundo não é tunisina, é apenas chocolate)

O carinho...










Sobre as festas de Corroios

Há um ano escrevi Isto.

Este ano posso acrescentar que vi tudo com o aumento de:

- pernas gordas e calções minúsculos.
- mais carrinhos, e com carrinhos de gémeos. (esta gente procria que nem martas)
- gente que decide levar os cães para aquela confusão.
 e para finalizar, a moda com piadolas nas t-shirts como por exemplo "pluta é a mãe do pluto" ou "carteiro procura senhora para lamber o selo"....uma visão bonita, portanto.

o resto estava lá tudo, sempre do mesmo....

E eu tive direito à minha maçã do amor, e iniciei este ritual à minha sobrinha.

Ora vamos lá actualizar o blog

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A comunicação ou a falta dela....

Faz-me confusão esta moda de estarmos sempre ao telemóvel.
Já disse aqui que vivo muito bem sem esse objecto, e que não compreendo esta moda.

Mas o que acho ainda mais estranho, é que apesar de todos andarem com a vida escarrapachada no Facebook e afins, é eu deixar uma mensagem a dizer que perdi os contactos todos e apenas duas pessoas responderem.

Será falta de comunicação? Falta de interesse? Ou temos agora tantas ferramentas para contactos que deixamos de nos falar como antigamente?

Sobre a Tunisia

Já fomos e já voltamos, amanhã com tempo falarei disso....

domingo, 11 de agosto de 2013

As nossas praias

E seguem alguns comentários:

Moda:
- Rapazes -  a moda dos calções compridos continua, mas parece que agora todos dobram para não terem marcas. Eu penso para mim, não será melhor usarem uma sunga?
- Raparigas - grande percentagem de fios dental e asa delta, que para quem veste um 34/36 até uma boa visão, mas como a maioria tem um rabo 40, o pesadelo começa quando correm.
- Rapazes hiper musculados
- Pessoas nos bares de praia a beberem sangria e olharem para os outros como se tivessem a beber uma coisa cara e que só eles têm a oportunidade de beber.

Mau Civismo
- as pessoas continuam sem saber o que é respeitar o espaço dos outros. Acham que estender uma toalha ao lado dos meus pés, é algo normal. E perante o meu desatino, as senhoras mudaram-se achando-me um bicho do mato.
- Pessoas a levarem cães para a praia, apesar de ser proibido na época balnear, há sempre um senhor que quer mostrar o seu cão. E nem mesmo com o nadador salvador a pedir educadamente para se retirar da praia, os senhores saíram e ainda disseram "chame a policia marítima que nem quero saber".

Coisas Positivas
- Não vi ninguém, mas ninguém mesmo a deixar um papel na praia. Noto uma melhoria nessa área.

Exageros 
- A moda das super mães. Vi um puto de um ano com uma t-shirt, fato completo de licra, chapéu e como ainda tinha espaço, decidiram por um colete gigante na criança. Aquele miúdo mal andava, qual era a probabilidade de alguém o deixar à entrada na água. Um colete? Um colete? Francamente, até assustam as crianças com o exagero.

E pronto. Hoje há mais outro dia de apreciações. E depois disto vamos à Tunísia ver as modas.

Um aparte..... há pessoas que saem dos buracos das suas casas e aparecem na praia, certo?


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Hostel na Ericeira, farturas e cachorros de cascais

Como prometido fomos fazer uma visita ao novo Hostel da Ericeira Lone Surfer e temos a dizer de adorámos.
O ambiente é familiar, bem simples, com hospedes bem divertidos e civilizados.
Façam uma visita e explorem a zona. O Hostel tem uma área lounge bem gira mesmo com vista para o mar, onde pudemos comer uns maravilhosos pica pau.


À noite atacámos umas farturas, e voltamos para o quarto porque estava frio.

Hoje decidimos passar por cascais e comer os meus cachorros favoritos.



Passar por toda a linha costeira, chego à conclusão que temos o país mais bonito de todos. Podemos ter muitos defeitos, mas a beleza do país isso ninguém nos tira.



Ps- Sónia, obrigada pela conversa e pela simpatia. É bom saber que não mudaste. Prometo mais visitas. E continuação de boa sorte.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A vida em Moçambique

Envio um mail a um colega para saber se está tudo bem e para tentar ver se nada descamba... e recebo isto

"Mae curta as tuas ferias e quando voltares vais  trabalhar. Esta tudo controlado.
Tamos juntos
Vai a costa de Caparica"

E pronto, estamos juntos D. Sempre juntos. 

A crise, as noticias e as férias

Como me irrita as noticias que têm dado na tv. Ora eu explico.

Há a teoria que os parques de campismo "só" estão cheios à conta da crise. Então espantem-se, como campista digo que é mentira. Os parques de campismo sempre estiveram cheios, e digo mais, os parques mais caros nunca têm lugares em tempo de verão. Ser campista não é pobre, tentem fazer campismo e não comer enlatados e falaremos depois. Comprar peixe e carne fresca diariamente tem os seus custos. Se sai mais barato que um hotel, sim sai, mas como campista custa-me ouvir que só se vai agora para parques por causa da crise. É mentira. E digo mais, campista que é campista até vai para parque mais caros para termos melhores condições. 
Tentem também alugar uma caravana e vejam os preços.
Outra coisa, como campista permanente num parque temos custos fixos mensais de 200 euros, fora comida e extras. Por isso, caros jornalistas, filtrem a vossa formação. Outra coisa, comprem material de campismo vejam os preços.
Agora também digo, em Portugal dizer que se gosta de acampar, como eu, há logo um olhar de lado, de desprezo. Somos todos muito de imagem. Gosto de acampar, adoro. Se gosto dos wc públicos, detesto. Se gosto do cheiro a sardinha assada e do "é servido?", adoro. Se acho piada aos duches, sim acho. E digo que os parques onde vou, é tudo limpo. Se gosto da fila para lavar a louça, sim adoro e adoro as conversas que daí surgem.

E tenho o orgulho de dizer que tive a educação muito mais liberal, e que as minhas sobrinhas, graças à educação da mãe e da influencia dos meus pais seguem os mesmos passos. Somos campistas e temos orgulho.

Também digo que gosto de hotel, e este ano vou ter oportunidade de ir para um resort, não pelo luxo, mas pela promoção que consegui.

Outra teoria, é que, coitadinhos dos portugueses, este ano não vão de férias para o Algarve. Ir para o Algarve, sai caríssimo. E é normal as pessoas quererem ter umas férias de descanso, então mais vale ficar por casa e terem acesso às praias da costa ou da linha. Não percebo o drama. Ao menos deixámos de gastar o que não temos, será assim um problema?

E por fim, reportagens como "portugueses jogam futebol na praia para esquecer a crise". Acho ridículo estas frases e reportagens. Jogamos à bola, como sempre jogámos, e não há nenhum drama. São reportagens destas que criam o pânico, e parece que temos que ser uns tristes por estarmos endividados. Há coisas gratuitas e que devemos continuar a fazer, sorrir por enquanto de borla e vamos aproveitar esse gesto tão bonito. 

E tenho dito.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ohhhh como é bom ouvir um DOUCEMENT

Como adoro estar no forum ou na rua e ouvir um "doucement", ou um "trés bien"...com uma pronuncia portuguesa. É tão bom ouvir portugueses a falar a sua língua do pais de acolhimento. 
E também já tive o prazer de ouvir um inglês macarronico nas lojas. 

Só tenho uma coisa a dizer "viva os emigrantes vivaaaaaa" ou direi "vive la France"...


Eu também posso falar à emigrante.
Chego ao restaurante e peço para pagar no POS, ou digo que tenho de ir comprar crédito para o cell, ou ainda posso dizer que o atm não está a pagar...eu também sei falar à emigrante, não sou nenhuma ramelosa, o que é que pensam?!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre Londres

A cidade continua linda e maravilhosa, com movimento e muitos turistas.
Vimos muitos portugueses emigrados e que falavam rapidamente em português, e todos, todos trataram-nos muito bem.

Quando às inglesas, descobriram que a base não serve para tirar imperfeições, mas sim para as tornar laranjas.

A loja M&M é um mundo, fazendo-me sentir uma provinciana.

E o calor? O calor é tão mau naquela cidade. Nenhum transporte público tem ar condicionado fazendo com que tudo fique abrasador.

Stomp um grande concerto. Grande concerto mesmo.

E pronto, aquela cidade continua a fascinar.me, adoro-a. 

sábado, 27 de julho de 2013

As férias já começaram

E pronto, hoje acordei e o Ar diz que sente falta do Scott e Jackie.
Vendo bem, sinto que falta algo lá por casa, a vida que já houve por lá.

Quanto às coisas...

- Frango assado
- Queijo Semi-curado
-Cerejas
- Pêssegos
- H3

E compras também já cá cantam.

A frase do dia...

Diz a minha sobrinha

"tia vou para Çambiqui, ver os teus amigos animais"


LINDOOOOOOOOOOOO

quinta-feira, 25 de julho de 2013

E hoje....

Hoje regresso.

Hoje volto ao meu país de férias.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A melhor coisa de Maputo

Chama-se taverna petiscos, e tem tudo o que português, bem saboroso e maravilhoso.

prego com bolo do caco, e salada de polvo

O ambiente da tasca.

Sem dúvida de um local destes faz-nos sentir em casa, com fado, com tudo o que é português, com tudo o que é nosso.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A quatro dias de ir de férias

Tenho tanta coisa para fazer que nem tive tempo para pensar em nada.

4 dias apenas para estar um mês de férias.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A felicidade tem destas coisas....

Os gordos do grupo chamaram-me. Eu não resisti.
Sim, eu sei, sou uma fraca.


"A melhor entrada de sempre - queijo de cabra com folhado, e doce.."


(reparem a minha cara de contente)
E adoro este inverno


terça-feira, 16 de julho de 2013

Sobre as praias portuguesas

O micro organismo, o seu maroto anda a tirar o pessoal todo da água gelada e depois diz que as análises dão negativas...

Cheira-me que é da areia. Façam análises à areia e vão descobrir um universo de fungos.

domingo, 14 de julho de 2013

Ouvi isto..

"Ah, eu agora quando chego a Portugal não tenho ninguém à minha espera. Chego, alugo um carro e vou a casa da minha mãe e ela diz "já cá estas?!""

E eu fiz uma cara de chocada, daquelas que não dá para disfarçar.

E a pessoa diz "sim, e vai acontecer-te a mesma coisa..."

Fico calada, sensibilizada, e pensativa, e digo para mim mesma

"Se isto alguma vez acontecer, é porque eu sou realmente má pessoa, nem uma pessoa?!"

(e não, não acredito que isto vá acontecer comigo)

Pedaços de festas

Não tiro muitas fotos e por isso tenho andado sossegada.
Não há muito para contar, e não tenho nada para inventar.

Seguem-se fotos de uma saída bem divertida

Sonho do Ar, voltar a ter cabelo....

Nós com o maxilar invertido, tipicamente português!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Coisas que vou comer em Portugal

- queijo fresco
- Folhado de carne da Bambú
- ovos escalfados da mãe
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- A ser actualizada

Pérolas


"Proibido compra ou venda de algo"

Ainda bem que dizem de algo. Porque quando compramos ou vendemos nunca é algo. Pode ser alimentos, carros, casas, mas nunca algo.

Comboio Scott & Jackie



O comboio mais lindo de todos!!!!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Scott e o não partilhar


O meu cão não gosta de partilhar brinquedos, reparem ele com um brinquedo debaixo dele.

O Fim de semana

Sexta fomos ao jantar de boas vindas da M, e passamos pelo bar mais cool de Maputo.

E tiraram foto....


E eu não fiquei muito bem. Mas pronto....para mais tarde recordar!

Já todos percebemos

Que está calor.
Que está na moda porem fotos da temperatura. Está verão, contentem-se com o tempo.

Daqui a uns meses, vem o inverno e depois aparecem as fotos da chuva e dos graus!

Arre, que gente chata!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Sítios a Ir nas férias

E os locais?!

-Londres, já está paga, 4 dias
- Tunísia, não está confirmada mas é a melhor opção
- Ir ao parque aquático
- Chiado
- Sintra
- Sesimbra
- Hostel da amiga Sónia
- Esplanadas
- Passear por Lisboa e ver a cidade mais bonita deste mundo
- Ir à minha praia
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Lista a ser actualizada

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Coisas a comer nas férias em Portugal

Com os dias de férias a chegar, iniciei a lista de sitios a comer:

- Merendeira
- Portugália
. Cachorros de cascais, que pode ser na av. da liberdade
- Sangria no Algarve (casal amigo vai mostrar)
- Tosta de frango com maionese de alho do Radical
- Sangria na tasca
- Caracóis
- NoSolo
- H3
- Tavares em Telheiras
- Alguns restaurantes que o nosso amigo B quer mostrar para compararmos
- farturas
- Tia bé
- Diagos e a minha pizza, frango, ananás e natas
- Pastéis de belém
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Lista a ser actualizada

Tira dúvidas

Sabem que mesmo com o governo a cair, e haver eleições nada vai mudar, certo?!

Eu explico.

Devemos dinheiro, e fizemos um acordo e pagar num determinado tempo. Por isso temos que pagar. Mesmo com a mudança de governo, muda os olhos, mas a divida fica. E quem sabe se o próximo governo não será ainda mais agressivo?!

E depois? Vamos pedir para o governo cair novamente?!

E se mudássemos de atitude? Pagarmos dividas e vivermos com o que ganhamos.

Continuo a ver fotos de pessoas que deixaram de pagar casa, mas vão de férias e até fazem almoços fora.
Eu, tive quase 2 anos, 2 anos bem apertada, com o dinheiro da casa, e eram os pais que nos ajudavam. O nosso luxo?! Ir ao cinema de 6 em 6 meses. Tínhamos 2 empregos cada um, não fazíamos compras extras, e em Agosto iamos 4 dias para o campismo. Era o nosso Luxo. Fizemos isso 3 anos seguidos para regularizar as contas. Se é fácil? Não. Se perdem amigos? Não, porque amigo fica nas dificuldades. A coisa boa, pagámos sempre a casa, a comida nunca faltou, e aprendemos a viver com o que ganhamos.
Decidimos isso, não por sermos doidos e termos dividas, apenas a casa aumentou e deixamos de ter o nosso dia a dia.

Mas isso sou eu. Faz-me confusão pessoas perderem casas, por falta de pagamento e vão de férias e almoçam fora regularmente


Agora multipliquem por um país a viver acima das possibilidades. Não é a queda dum governo que muda a situação. É a mudança de mentalidades, e isso Portugal está muito atrás!

A falta de saber conviver...

No meu escritório, onde passo pouco tempo, tenho de tudo.
Mas o que me irrita mais, são os toques da Samsung, todos decidiram por a porcaria do assobio e eu ouço aqui tanta vez que até pensei que fosse alguém com o vicio de assobiar.

Depois tenho um senhor ao meu lado, que para além de por vezes cheirar mal, tem o vicio de falar ao telefone em alta voz, na língua dele. Para ele as outras 10 pessoas na sala estão a mais.

Tenho também dois que passam o dia todo juntos, e quando não estão, ligam e falam durante minutos de um gabinete para o outro.

E todos os dias ouço uns a falarem com os outros em língua estranha, e modo de enganar tudo e todos. Uma canseira!


Enquanto escrevi isto, o senhor do lado atendeu duas vezes na sua língua, e o raio do assobio foi ouvido umas três vezes.


Scott e Jackie

Continuam a ser os meus companheiros.


Saber que vou estar sem eles um mês, vai dar cabo de mim!

terça-feira, 2 de julho de 2013

A condução dos moçambicanos e dos portugueses

Moçambicano que se preze, acelera quando outro carro tenta mudar de faixa.
Moçambicano que se preze tapa sempre as entradas dos outros carros. 
Moçambicano que se preze nem olha para o lado, nem para o espelho e muito menos faz piscas.
Moçambicano que se preze conduz na faixa do lado esquerdo.
Moçambicano que se preze buzina ao carro da frente para andar mesmo quando está vermelho. (adoro esta)

Português que se preze, pensa que é o único a ter carro neste mundo e acha um ultraje alguém estar à frente dele.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

As leituras

Acabei o "Se isto é um homem", e fiquei decepcionada. Comprei porque o tema interessa-me e como todas as criticas diziam que era um testemunho diferente e que era necessário a sua leitura. Pois eu acho que não acrescentou nada ao meu conhecimento. Não achei a tradução maravilhosa, e penso que tinha muito mais para se dizer.


No mesmo dia, comecei a ler "o filho de mil homens". E criticas? Pensava que ia ser melhor. Mas pronto, são histórias de famílias, de filhos e pais, tudo romanceado, não me cativou até agora, mas vou lê-lo até ao fim!




Sobre a greve da TAp

Bom, sou sensível a este assunto....

Meus amigos, se é uma greve, é natural que não haja informações. Se é greve a TAP não tem que dar hotéis aos passageiros por uma greve, a TAP, não é uma empresa de solidariedade social. Vão para casa, aluguem um quarto ou durmam no chão, como se vê noutros aeroportos internacionais. Vejamos o aeroporto de Londres que dá simpaticamente camas de campanha para os passageiros dormirem no aeroporto quando há tempestade. 

Aos passageiros, já tentaram ligar ao call center? Tentaram mudar os vossos voos antecipadamente? Ou fizeram o típico "logo se vê", e depois tem as consequências, não vão chegar aos vossos destinos.

Ao jornalistas, meus caros, "situação caótica", é quando há mau tempo e ninguém está preparado. Esta greve foi anunciada e prevista, por isso, sempre que ligam as câmaras há algum descontente e cria-se os protestos.

Trabalhei no aeroporto, nunca fugi dos dias maus, nem das irregularidades. Agora se é uma greve, vamos lá ter paciência, ouvir frases como "iniciei as minhas férias e estou aqui", "devia haver voos extras" e afins, não acrescenta nada a um país onde "não se ganha para se comer."

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sobre a greve

É com orgulho que ouço a Internacional, e eu sei cantar...

(pais, tenho mesmo orgulho de vocês...)


E ouço o hino...e também sem cantar e sem erros!!!

Os portugueses e a fome pelo protagonismo

É impressão minha ou "Michelle" Brito não é portuguesa?

Nós somos tão reles que achamos que um apelido Brito, faz com que tenhamos um grande orgulho em termos uma "portuguesa" a ganhar em wimbledon.
Aposto que nem fala português, ou que nem vem a Portugal. Mas pronto, nós aceitamos os restos, os apelidos de portugueses em que temos tanto orgulho.

Somos um país de emigrantes, se procurarmos, temos portugueses em todos os países. Pessoas que nunca ninguém quis saber, que o próprio país não deu valor. Mas assim que alguém ganha um prémio, aparecem os ratos, e todos querem saber da "Michelle Brito".

Que vergonha, que vergonha!!!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A greve Geral e Moçambique

Pensavam que ai a greve não chegava até a nós? Enganam-se.

Recebi isto no mail:

Caros compatriotas,
Como é do conhecimento geral, amanhã dia 27 de Junho realiza-se uma greve geral em Portugal.
 Caso os funcionários aqui em Maputo adiram em número significativo, teremos que encerrar as portas ao público durante todo o dia de amanhã.
 Lamento o incómodo que esta situação possa vir a causar.
 Atentamente,
 Gonçalo Teles Gomes
Cônsul-Geral
Consulado-Geral de Portugal


Eu cá acho muito bem. Também acho bem, estes funcionários passem a receber ordenados de Portugal, ou seja 500euros ao mês  Acho mesmo. Acho que têm todo o direito de fazer greve e lutar para melhores condições de trabalho, ou seja deixarem de ter os dois feriados (Moçambique e Portugal), que façam as 8 horas como qualquer trabalhador, e que cortem as férias nestes grandes trabalhadores.
Eu sempre disse "um por todos e todos por um", vamos lá Portugueses de Moçambique, todos a aderir à greve de Portugal, porque se os funcionários da embaixada fazem, nós também temos direito.
Ps- adoro que me tratem por compatriota....

Sobre a burla do SNS

Tenho a certeza absoluta que a minha médica de família não vai ser acusada. Provas?!

O meu pai é diabético, cardíaco e tem Parkinson e a médica disse "não posso passar tantos medicamentos, temos que seleccionar".
O que vale é que a minha mãe estava por perto e disse "poupe noutro doente, não neste".

A mim recusou-se fazer um exame, com a desculpa de ser muito caro.
E ao meu pai aconselhou ir para o privado para ter "relatórios mais rápidos"

E assim vamos na nossa saúde. E pensar que todos descontamos para termos acesso a saúde, educação e reforma.
Ou não?! Se calhar descontamos para termos estádios, e carros novos no governo.

Jackie, a cadela mais mimada do mundo

É verdade, segundo o L, protejo-a mais que ao Scott.

A minha faneca é mais frágil, e tenho provas disso....


Os portugueses nunca estão contentes

Somos permanentemente descontentes .....

Ainda há uma semana andava tudo a queixar-se que estava muito frio. Pois, passado uma semana anda tudo a refilar com o calor.

Decidam-se amigos, decidam-se...


O feriado

Aproveitamos o Feriado para irmos à ilha Xefina.
Fomos com um barco de pescadores até à ilha. A ilha não tem nada, visitamos uma antiga prisão, que está em ruínas, e passamos um tempinho sem fazer nada.

O barquito simpático

A caminhada

A conversa das meninas

O grupo mais fixe de mpm, e arredores


Eu aproveitei para ler. (O filho de Mil Homens)



Para cá, deixaram-nos a 2 km do carro, e lá fomos nós num chapa, até ao estacionamento.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Um grande Fim de semana

Com o cancelamento do fim de semana alargado no Tofo (obrigada Renamo), decidimos ficar por Maputo.

E o que decidimos? Alugámos um barco e fomos visitar a ilha dos portugueses e a Inhaca.



A ilha dos portugueses é deserta, e sendo uma reserva temos de pagar 100mts por pessoa para estarmos lá.
Passamos lá a manhã, e como estava um friozito, tivemos que ir assim para o agasalhados.

Almoçamos em Inhaca, e passamos lá a tarde.

No total jogamos dizit, e gozamos uns com os outros!!!

Parabéns Mô

E este ano são especiais. São 33.

Feliz aniversário!!!


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Acidente de trabalho...



Deixei cair uma publicidade em cima e cortei o dedo ao pé da unha, sangrei, e fiz um drama, não pelo corte em si, mas por imaginar a bicharada que entrou...

Novos amigos


E são tão lindas, a nova colecção das Ipanemas é absolutamente linda!!!