quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Gestos tão simples que nos fazem sorrir

Ao chegar ao hotel vi isto



"Dear miss Sousa
Never give up, never give up
Wiston Churchill"

Achei tão bonito o cartão estar personalizado. Para mim, e com uma mensagem que tem tudo a ver comigo.

As leituras

Li-o em 2 dias.


Quando a minha mãe falou no livro comentei que já conhecia as histórias. Já sabia do que se falava, e que não deveria acrescentar nada ao meu conhecimento.
Como estava enganada. Neste livro, não se fala de Salazar, não se fala de 25 de Abril, fala-se dos presos. Das torturas, do que sofreram, como conseguiram sobreviver, e como vivem ainda hoje em pesadelos e em pânico com sons tão simples como um bebé chorar, ou uma moeda a bater numa mesa. Neste livro os presos passam a ter nome, e é aí que tudo muda. Sabermos os nomes dos presos e as suas torturas, conhecer os nomes dos agentes que os torturavam.

Raramente há testemunhos dos nossos presos políticos. Não houve qualquer apoio, e muitos nunca chegaram a falar sobre o que passaram.
Li-o em 2 dias, com um texto simples, baseado em entrevistas feitas em 2012, escrito por uma jornalista que como eu, apesar de não ter vivido nesse tempo, tenta saber um pouco mais para nunca esquecermos o nosso passado.

A potencial guerra civil Moçambicana

Os acontecimentos foram bastante longe de Maputo. E todas as informações são contraditórias. Há imagens que não são actuais, por isso a falta de informação reina por estes lados.
Em Portugal há um clima de pânico, por terem visto a "Guerra", mas calma. Por enquanto tudo se mantém tranquilo. E penso (na minha modesta opinião) que o povo não quer esta guerra, e que não serão mais que ameaças. Assim o espero.
Por agora o que se sabe é que o acordo de paz foi quebrado. Mas ainda vai haver conversações, diálogos e espero que daí saia um acordo em que a tranquilidade seja restabelecida. 


Da África do Sul

Estive lá dois dias.

E o que vi?
- um país limpo
- estradas impecáveis
- muita gente a pedir
- pessoas descalças na recepção e restaurante do hotel
-e muito, muito transito

E da comida, muito pão, muito queijo, muito tomate.


domingo, 20 de outubro de 2013

Óh pra mim a fazer um bolo


Bolo de iogurte

Ficou pequeno e com demasiado açúcar, mas temos evolução, fazer um bolo é deveras uma grande transformação em mim.

Maputo começa a mudar


As flores já apareceram.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pérolas

Há o rei dos frangos, o rei da ganga, o rei do leitão e há o rei das viúvas....



E para melhorar posso dizer que o dono deste carro tem um pólo a dizer "O próprio reia das viúvas..."

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

As ruas de maputo

Aqui, como já disse, tudo se vende na rua. Adoro passar e ver as montras de sapatos.


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Vamos lá ajudar este cão....

URGENTE cadelinha meiga, porte pequeno (6 quilos), com cerca de 11 meses trancada em varanda há 5 dias. Os donos passam a semana fora e deixam a pobre trancada na varanda sem água e sem comida, ao frio e atolada em fezes. Isto repete-se todas as semanas. Tememos que os donos se livrem dela em breve. Precisa de ser resgatada, precisamos de adotante urgentemente, não temos onde a colocar. Zona de Sesimbra. airna_casp@hotmail.com Não colocamos foto por motivos de segurança. As autoridades foram contactadas por diversas vezes e nada fizeram.


Vamos lá ajudar....esta cadela está há quase a ser alimentada pelo vizinhos e nenhuma autoridade faz nada. Precisamos de alguém que possa cuidar dela.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um filme que comove a todos que têm filhos e que estão longe.




Com muito orgulho digo que já fiz esta surpresa aos meus pais. E foi igualmente emotivo.

(pena estar em espanhol)

Maezix, esta é para ti

Manga rosa.....vou ali atacar já uma

Sobre o Diamantino...

Não vou comentar.
O homem deveria ter desabafado em casa e não em Público.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Conversa dos is

Na semana passada fui comer um gelado com o meu amigo Gui (6 anos)...

No caminho pergunto: Então Gui, o que fizeste na escola?
Ele (meio aborrecido com a conversa): Hoje só fiz is. Foi is o dia todo.
Eu meia atrapalhada a pensar que raio eram is, se seria uma nova técnica de recorte, de colagem, de leitura...digo : de is???? o que é isso?

Ele (assim para o chocado, pára e olha para mim): Is, de Iguana.

Eu, ahhhhh a letra I. de igreja.
Ele, rapidamente para acabar com a conversa: sim, de imagem, ilha, impala....

Gui-  1   Nessa -0

Cheguei a casa, e vi lá o irmão Gustavo. Chamou-me e mostrou-me a sua mochila dos angry birds.
E eu toda entusiasmada digo: ah, este é o mais simples.
Ele (meio nervoso) e diz: Já te ensinei que este não era esse. este é o que põe ovos, entendes? (tentar ler à sopinha de massa)
Eu: desculpa, já sabes que me troco toda....

(e ele a olhar para mim como se não percebesse a dificuldade daquilo)

Gui- 1  Gustavo -1 Nessa- 0

Marcha da CGTP

Sou a favor.
Aprovo muito mais esta marcha na ponte, do que as múltiplas maratonas que se fazem por ai.

À polícia e ao governo só digo isto....pensem que é para a saúde das pessoas. E assim já não há medo das marchas dos sindicatos.

As surpresas desta vida

Começo a perceber que fico conhecida pelo meu amor aos m&m....quando recebo os responsáveis de marcas e todos vão trazendo um pacotinho...


(Obrigada Mj, este vai ser comido com muito carinho!)

A altura mais gira de visitar Maputo

Gosto tanto desta altura.
Ainda não apareceram as flores, para porem as ruas de vermelho. Mas já vemos muitas árvores com papaia, mangas e abacates.

Mas o que eu gosto mais, são estas sombras feitas pelas árvores. E nesta altura os ramos estão cheios, e fazem desenhos lindos.



segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Um verdadeiro estudo para saber a grande diferença entre americanos e o resto do mundo....

Fiz este estudo. E tenho a certeza que está certo.

Qual a grande diferença entre os americanos????
A educação.
E onde é que me baseio este estudo? Fácil. No Masterchef USA. Vejam como tratam as pessoas, como gozam, como são violentos uns para os outros, como mostram que fazer tudo para chegar a um fim é correcto, e vejam o astral do programa.

E agora mudem para Masterchef Australia....

Há dúvidas?!

E pronto, é multiplicar isto por todos os americanos e pronto, temos um povo assim.


Ps- Brincadeira. Tenho uma amiga (única) americana, e ela é um poço de carinho e de cultura.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Conversa de malucos (pérolas)

Estava a sair do armazém, e vejo um camião a chegar e pergunto ao segurança:

"Sabe se este camião vem com bolachas?"

Resposta "Não sei, não perguntei o nome do motorista...."

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Carta a um filho que emigrou....

Não sei, meu filho, como te vai correr a vida, agora que foste à procura de emprego fora de Portugal. Nem a dos teus amigos que estão no Brasil, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, China, Angola, Moçambique. Sei somente que a tua geração se preparou, esforçou, estudou, trabalhou arduamente para ter um futuro diferente deste. Sei também que houve gerações antes de vossa que lutaram, sofreram, morreram para que este país fosse diferente e que não mais os seus cidadãos tivessem de emigrar para poderem ganhar a vida condignamente.
Sim, eu sei que a tua geração está muito mais bem preparada e é muito mais cosmopolita do que aquelas que emigraram nas décadas anteriores. O mundo para vocês não é algo desconhecido e que atemoriza. E sei que há muita gente que defende que esta emigração é excelente, porque vos coloca perante outras realidades profissionais, vos permite criar uma rede internacional de contactos e vos possibilita experiências que vos tornarão não só melhores especialistas nas vossas áreas como cidadãos do mundo.
Contudo, todos nós deveríamos ter o direito de viver no país onde nascemos. Emigrar por vontade e decisão é uma coisa, emigrar por necessidade e obrigação é outra muito diferente. Mas foi aqui que chegámos de novo: um país que não consegue criar empregos para os seus melhores ou que lhes oferece 700 euros por mês, que forma investigadores e cientistas em catadupa, mas que depois não lhes proporciona emprego nas empresas nacionais, que investe fortemente através dos seus impostos na formação altamente qualificada dos seus jovens e depois os deixa partir sem pestanejar para colocarem os seus conhecimentos ao serviço de outros países.
Sei ainda mais. Sei que vocês não deixam cá mulher (ou marido) e filhos. Vão constituir família nos países para onde foram obrigados a partir, ter filhos por aí, criar raízes noutras latitudes e com outras nacionalidades, o que tornará o regresso bastante mais difícil. Além disso, com a situação económica e etária que o país vive, este vai lenta e melancolicamente afundar-se com uma população de pobres, velhos e doentes, o que obviamente não atrai nem a energia nem a alegria dos jovens, nem o desejo de voltarem a viver por cá. Vocês voltarão algumas vezes pelas férias, mas a vossa vida será definitivamente nos países que vos acolheram e recompensam condignamente o vosso trabalho.
Vocês continuarão ligados a Portugal e vão até valorizar tudo o de bom que existe neste país, esquecendo a mediocridade, a inveja, a avidez, a corrupção, a luxúria, as desigualdades, a burocracia, a incompetência, o desrespeito por reformados, doentes e desempregados. Tentarão saber notícias pela net, ler livros em português, ver algum jogo de futebol nos computadores, enfim, sentirão vontade de estar mais ou menos a par do que por cá se vai passando. Mas pouco a pouco a distância, as exigências profissionais, os compromissos familiares vão sobrepor-se e vocês ir-se-ão distanciando do país e integrando cada vez mais noutras realidades, perante a indiferença da classe política e o incentivo do primeiro-ministro, que desconhece que um país que perde os seus melhores só pode ter um futuro sombrio à espera.
Parafraseando Jorge de Sena, que foi obrigado a exilar-se e sempre sentiu enorme raiva por isso, não sei que mundo será o teu, mas é possível, porque tudo é possível, que seja aquele que desejo para ti. Mas queria que fosses tu a escolhê-lo e não que te obrigassem a emigrar. E isso dói. A ti, a mim, à tua família, aos teus amigos. E devia doer, e muito, ao teu país.

Nicolau Santos, tirado daqui

É mesmo isso que sinto. Não como pai, mas sim como filha, como emigrante, como pessoa que teve de sair do país para tentar ter alguma dignidade.

Ao João Paulo II

Querido Futuro Santo.

Bem sei que não sou a tua ovelha preferida, mas desta vez escrevo-te para pedir um pequeno milagre.
Segundo sei vais ser canonizado, com um simples e nada difícil milagre. Curaste uma freira com Parkinson e ela só rezou para ti.
Por isso, já que fizeste isso, e foste um querido, conseguiste curar alguém de uma doença degenerativa e incurável, peço-te que faças o mesmo pelo meu pai.

Bem sei que ele não te pediu nada. E que eu nem tenho direito de te pedir nada. Mas olha, a minha mãe é católica e reza e adorava-te. Por isso acho que temos uma cunha. Além disso estudei na tua Universidade, e só por isso mereço um pedido. Faz lá isso, e eu prometo por uma velinha bem gira aqui numa igreja.

Ah e se tiveres tempo nesse Universo, cura todos os outros doentes  de Parkinson,os com Alzheimer, e se ainda tiveres um tempinho cura os do cancro.

Aquele abraço sempre carinhoso e quentinho

Vanessinha.