quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A pérola das férias

Encontro-me com um casal conhecido e diz-me isto

"mas estás lá bem longe e não voltas?"
 E eu a medo digo: não, não penso em voltar.
E a resposta: (surpreendam-se) pffff lá com a guerra da Síria ou da Liria (esse país novo), ainda morres para lá....

Respirei fundo e disse.... Entre a Síria e Moçambique é a distancia de Portugal à Rússia....

Adoro gente do Portugal profundo. Adoro mesmo.

Sei que pode chocar

Eu reclamo, eu refilo, eu gozo, mas sinto-me em casa em Maputo. Sinto mesmo.
E sorrio quando digo que a cidade e o país estão a melhorar. E sinto falta disto.

Portugal já não me define. O país em si, é lindo e gosto de lá estar. Mas o povo, o povo perdeu o encanto. São tristes e queixosos, e fúteis e com prioridades diferentes das minhas.

Sou feliz aqui. Mesmo que daqui a uns meses diga que não.

Sobre o pedido da Sakina....

Lembram-se da Sakina?

Pois bem, graças a um casal amigo que infelizmente perdeu o seu filho recentemente, mas que se disponibilizaram a entregar a cadeira do Ricardo, este pedido foi concretizado

Assim começamos a maratona da cadeira. E a cadeira veio comigo e já foi entregue à Sakina e ao Manel. Eles só disseram que "não tinham palavras" e que a "Lídia ia agora passear".

A cadeira é vermelhinha, toda catita, e espero que a nossa Lídia a possa usar com todo o conforto.

Da minha parte agradeço à Marina pela cadeira, à Maria João e à Catarina que se mostraram incansáveis ao despacho da cadeira.

Quanto aos voluntários que se tinham oferecido a pagar a cadeira, o meu muito obrigada. Felizmente tivemos gente boa que deu de boa vontade o que tinha.

Estou derretida e feliz com este acto. E a Sakina está tão feliz que nem imaginam.

Ps- não tirei foto porque a cadeira estava embrulhada para andar no chapa.

E as férias acabaram...

Tivemos direito a tudo, Londres, Djerba, Salgados e Vilamoura. Tempo em casa foi pouco, o que nos faz pensar que para o ano será bem mais calmo.

E chegamos a casa e temos duas bolas de 4 patas à nossa espera. Agora vão estar de dieta.

O dia foi passado em compras e com todo o sossego possível.

Tunisia

O que dizer sobre a Tunisia?

Fomos para Djerba, e sinceramente gostei muito. Água quente, e sossegado. O problema? A Comida. E atenção que não sou grande dente, mas achei uma vergonha o que nos davam a comer.
Saímos várias vezes do resort, uma delas de mota e digo-vos que achei a população mais aberta do que estava à espera.
As ruas são um exemplo de limpeza.
Os homens comerciantes não falam directamente connosco, mas baixam a cabeça e respondem.
Apanhámos uma tempestade de areia.

Um país que gostei, mas não penso em repetir.

Aventura de andar de camelo...senti-me mal a meio do passeio e tive que saír de lá de cima para os braços do tratador. Posso riscar da lista, já fiz e não quero repetir.

As povoações fora das cidades.

O camelo bebe deliciou-me. E era felpudinho.

As famosas especiarias

Amendoa torrada....iamiiii

Sinagoga, em que nos obrigaram a tapar pernas, braços e cabeça.

Um dos mercados.
As minhas sonecas à beira da piscina e que o Ricardo fazia questão de fotografar

A familia, e o restaurante de despedida, e onde comemos a pior comida de sempre. (a morena ao fundo não é tunisina, é apenas chocolate)

O carinho...










Sobre as festas de Corroios

Há um ano escrevi Isto.

Este ano posso acrescentar que vi tudo com o aumento de:

- pernas gordas e calções minúsculos.
- mais carrinhos, e com carrinhos de gémeos. (esta gente procria que nem martas)
- gente que decide levar os cães para aquela confusão.
 e para finalizar, a moda com piadolas nas t-shirts como por exemplo "pluta é a mãe do pluto" ou "carteiro procura senhora para lamber o selo"....uma visão bonita, portanto.

o resto estava lá tudo, sempre do mesmo....

E eu tive direito à minha maçã do amor, e iniciei este ritual à minha sobrinha.

Ora vamos lá actualizar o blog

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A comunicação ou a falta dela....

Faz-me confusão esta moda de estarmos sempre ao telemóvel.
Já disse aqui que vivo muito bem sem esse objecto, e que não compreendo esta moda.

Mas o que acho ainda mais estranho, é que apesar de todos andarem com a vida escarrapachada no Facebook e afins, é eu deixar uma mensagem a dizer que perdi os contactos todos e apenas duas pessoas responderem.

Será falta de comunicação? Falta de interesse? Ou temos agora tantas ferramentas para contactos que deixamos de nos falar como antigamente?

Sobre a Tunisia

Já fomos e já voltamos, amanhã com tempo falarei disso....

domingo, 11 de agosto de 2013

As nossas praias

E seguem alguns comentários:

Moda:
- Rapazes -  a moda dos calções compridos continua, mas parece que agora todos dobram para não terem marcas. Eu penso para mim, não será melhor usarem uma sunga?
- Raparigas - grande percentagem de fios dental e asa delta, que para quem veste um 34/36 até uma boa visão, mas como a maioria tem um rabo 40, o pesadelo começa quando correm.
- Rapazes hiper musculados
- Pessoas nos bares de praia a beberem sangria e olharem para os outros como se tivessem a beber uma coisa cara e que só eles têm a oportunidade de beber.

Mau Civismo
- as pessoas continuam sem saber o que é respeitar o espaço dos outros. Acham que estender uma toalha ao lado dos meus pés, é algo normal. E perante o meu desatino, as senhoras mudaram-se achando-me um bicho do mato.
- Pessoas a levarem cães para a praia, apesar de ser proibido na época balnear, há sempre um senhor que quer mostrar o seu cão. E nem mesmo com o nadador salvador a pedir educadamente para se retirar da praia, os senhores saíram e ainda disseram "chame a policia marítima que nem quero saber".

Coisas Positivas
- Não vi ninguém, mas ninguém mesmo a deixar um papel na praia. Noto uma melhoria nessa área.

Exageros 
- A moda das super mães. Vi um puto de um ano com uma t-shirt, fato completo de licra, chapéu e como ainda tinha espaço, decidiram por um colete gigante na criança. Aquele miúdo mal andava, qual era a probabilidade de alguém o deixar à entrada na água. Um colete? Um colete? Francamente, até assustam as crianças com o exagero.

E pronto. Hoje há mais outro dia de apreciações. E depois disto vamos à Tunísia ver as modas.

Um aparte..... há pessoas que saem dos buracos das suas casas e aparecem na praia, certo?


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Hostel na Ericeira, farturas e cachorros de cascais

Como prometido fomos fazer uma visita ao novo Hostel da Ericeira Lone Surfer e temos a dizer de adorámos.
O ambiente é familiar, bem simples, com hospedes bem divertidos e civilizados.
Façam uma visita e explorem a zona. O Hostel tem uma área lounge bem gira mesmo com vista para o mar, onde pudemos comer uns maravilhosos pica pau.


À noite atacámos umas farturas, e voltamos para o quarto porque estava frio.

Hoje decidimos passar por cascais e comer os meus cachorros favoritos.



Passar por toda a linha costeira, chego à conclusão que temos o país mais bonito de todos. Podemos ter muitos defeitos, mas a beleza do país isso ninguém nos tira.



Ps- Sónia, obrigada pela conversa e pela simpatia. É bom saber que não mudaste. Prometo mais visitas. E continuação de boa sorte.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A vida em Moçambique

Envio um mail a um colega para saber se está tudo bem e para tentar ver se nada descamba... e recebo isto

"Mae curta as tuas ferias e quando voltares vais  trabalhar. Esta tudo controlado.
Tamos juntos
Vai a costa de Caparica"

E pronto, estamos juntos D. Sempre juntos. 

A crise, as noticias e as férias

Como me irrita as noticias que têm dado na tv. Ora eu explico.

Há a teoria que os parques de campismo "só" estão cheios à conta da crise. Então espantem-se, como campista digo que é mentira. Os parques de campismo sempre estiveram cheios, e digo mais, os parques mais caros nunca têm lugares em tempo de verão. Ser campista não é pobre, tentem fazer campismo e não comer enlatados e falaremos depois. Comprar peixe e carne fresca diariamente tem os seus custos. Se sai mais barato que um hotel, sim sai, mas como campista custa-me ouvir que só se vai agora para parques por causa da crise. É mentira. E digo mais, campista que é campista até vai para parque mais caros para termos melhores condições. 
Tentem também alugar uma caravana e vejam os preços.
Outra coisa, como campista permanente num parque temos custos fixos mensais de 200 euros, fora comida e extras. Por isso, caros jornalistas, filtrem a vossa formação. Outra coisa, comprem material de campismo vejam os preços.
Agora também digo, em Portugal dizer que se gosta de acampar, como eu, há logo um olhar de lado, de desprezo. Somos todos muito de imagem. Gosto de acampar, adoro. Se gosto dos wc públicos, detesto. Se gosto do cheiro a sardinha assada e do "é servido?", adoro. Se acho piada aos duches, sim acho. E digo que os parques onde vou, é tudo limpo. Se gosto da fila para lavar a louça, sim adoro e adoro as conversas que daí surgem.

E tenho o orgulho de dizer que tive a educação muito mais liberal, e que as minhas sobrinhas, graças à educação da mãe e da influencia dos meus pais seguem os mesmos passos. Somos campistas e temos orgulho.

Também digo que gosto de hotel, e este ano vou ter oportunidade de ir para um resort, não pelo luxo, mas pela promoção que consegui.

Outra teoria, é que, coitadinhos dos portugueses, este ano não vão de férias para o Algarve. Ir para o Algarve, sai caríssimo. E é normal as pessoas quererem ter umas férias de descanso, então mais vale ficar por casa e terem acesso às praias da costa ou da linha. Não percebo o drama. Ao menos deixámos de gastar o que não temos, será assim um problema?

E por fim, reportagens como "portugueses jogam futebol na praia para esquecer a crise". Acho ridículo estas frases e reportagens. Jogamos à bola, como sempre jogámos, e não há nenhum drama. São reportagens destas que criam o pânico, e parece que temos que ser uns tristes por estarmos endividados. Há coisas gratuitas e que devemos continuar a fazer, sorrir por enquanto de borla e vamos aproveitar esse gesto tão bonito. 

E tenho dito.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

ohhhh como é bom ouvir um DOUCEMENT

Como adoro estar no forum ou na rua e ouvir um "doucement", ou um "trés bien"...com uma pronuncia portuguesa. É tão bom ouvir portugueses a falar a sua língua do pais de acolhimento. 
E também já tive o prazer de ouvir um inglês macarronico nas lojas. 

Só tenho uma coisa a dizer "viva os emigrantes vivaaaaaa" ou direi "vive la France"...


Eu também posso falar à emigrante.
Chego ao restaurante e peço para pagar no POS, ou digo que tenho de ir comprar crédito para o cell, ou ainda posso dizer que o atm não está a pagar...eu também sei falar à emigrante, não sou nenhuma ramelosa, o que é que pensam?!

domingo, 4 de agosto de 2013

Sobre Londres

A cidade continua linda e maravilhosa, com movimento e muitos turistas.
Vimos muitos portugueses emigrados e que falavam rapidamente em português, e todos, todos trataram-nos muito bem.

Quando às inglesas, descobriram que a base não serve para tirar imperfeições, mas sim para as tornar laranjas.

A loja M&M é um mundo, fazendo-me sentir uma provinciana.

E o calor? O calor é tão mau naquela cidade. Nenhum transporte público tem ar condicionado fazendo com que tudo fique abrasador.

Stomp um grande concerto. Grande concerto mesmo.

E pronto, aquela cidade continua a fascinar.me, adoro-a. 

sábado, 27 de julho de 2013

As férias já começaram

E pronto, hoje acordei e o Ar diz que sente falta do Scott e Jackie.
Vendo bem, sinto que falta algo lá por casa, a vida que já houve por lá.

Quanto às coisas...

- Frango assado
- Queijo Semi-curado
-Cerejas
- Pêssegos
- H3

E compras também já cá cantam.

A frase do dia...

Diz a minha sobrinha

"tia vou para Çambiqui, ver os teus amigos animais"


LINDOOOOOOOOOOOO

quinta-feira, 25 de julho de 2013

E hoje....

Hoje regresso.

Hoje volto ao meu país de férias.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A melhor coisa de Maputo

Chama-se taverna petiscos, e tem tudo o que português, bem saboroso e maravilhoso.

prego com bolo do caco, e salada de polvo

O ambiente da tasca.

Sem dúvida de um local destes faz-nos sentir em casa, com fado, com tudo o que é português, com tudo o que é nosso.